A proteção da identidade digital é cada vez mais importante num contexto em que estamos todos mais vulneráveis a ciberataques, defende Carla Bouça neste artigo de opinião.
Os investigadores da Check Point alertam para uma evolução do ransomware que apresenta sérios riscos para quem tem equipamentos IoT e sublinham que ainda há um longo caminho a percorrer para fazer com que os dispositivos tenham medidas de segurança adequadas.
Ao que tudo indica, além do alegado grupo de hackers russos, atacantes chineses conseguiram explorar uma outra vulnerabilidade no software desenvolvido pela SolarWinds. Em causa está o acesso aos sistemas do National Finance Center, uma das agências do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos.
Importa explicar que este COMB não é fruto de ataques recentes, mas sim uma compilação de bases de dados obtidas na sequências de múltiplos ataques passados.
A falta de literacia sobre a segurança informática é um dos problemas principais num mundo onde os ataques são cada vez mais sofisticados e frequentes. As pequenas empresas são um dos alvos e é preciso investir nesta área, uma ideia que se defendeu no painel do Building the Future dedicado à confiança.
O Gabinete Nacional de Segurança está a avançar com o processo de certificação dos sistemas de informação e comunicação e já certificou alguns produtos e serviços. Agora prepara a adaptação da regulamentação europeia para criar um selo de cibersegurança que se pretende que traga mais confiança ao mercado.
Segundo a Check Point, a falha de segurança diz respeito à funcionalidade “Encontrar Amigos”, possibilitando o acesso dos atacantes aos detalhes de um perfil e ao número de telefone associado ao mesmo. A vulnerabilidade foi comunicada aos responsáveis do TikTok que já disponibilizaram uma atualização para o problema.
A mais recente investigação do Threat Analysis Group da Google revela que os atacantes recorrem a vários métodos para tentar ganhar a confiança das vítimas, incluindo a criação de blogs e perfis de Twitter falsos onde publicam as suas supostas descobertas, assim como o uso de táticas de engenharia social.
Além dos dados da plataforma de encontros online MeetMindful, o grupo de hackers expôs também as informações de mais de 12 milhões de utilizadores do Teespring, um website que permite criar e vender t-shirts personalizadas.