Por agora é a sonda HERA que acelera rumo ao asteroide Dimorphos com a ajuda gravitacional de Marte, mas há outra aventura espacial parecida em preparação. E também conta com tecnologia portuguesa.
A China pretende alcançar um asteroide a longa distância e comandar uma sonda para testar o impacto e defletir a sua trajetória, num exercício de teste de defesa do planeta.
A Terra já tinha surgido em perspetiva no lançamento, mas agora é protagonista, a par da Lua, na primeira “sessão fotográfica” da autoria dos instrumentos a bordo da missão de defesa planetária da Agência Espacial Europeia.
Lembra-se da missão DART da NASA? Agora é a ESA a vestir a “capa de super-herói” e entrar em ação pela defesa do planeta contra asteroides perigosos, ao espreitar como andam Dimorphos e o “grande” Didymos com o lançamento da missão Hera, que leva tecnologia portuguesa a bordo.
As rochas separaram-se do Dimorphos como efeito do “abanão” sofrido pelo asteroide na missão DART, um teste que visou mudar a sua trajetória no espaço.
A hipótese do 2013 WV44 atingir a Terra está descartada, mas na lista de ameaças continuam milhares de objetos considerados potencialmente perigosos. Sem esquecer a extinção dos dinossauros, no Dia do Asteroide fique a par do que está a ser feito pela defesa planetária.
O teste de defesa planetária da missão DART foi também uma oportunidade para aprender mais sobre a composição do asteroide Dimorphos a partir do material expelido. Com a ajuda do Very Large Telescope, duas equipas de astrónomos observaram a colisão e apresentam agora os resultados.
O 2023 DZ2 faz parte da família de asteroides Apollo e calcula-se que vá passar a cerca de metade da distância a que a Lua está da Terra, sem qualquer perigo.