No primeiro trimestre do ano, a ANACOM recebeu 27 reclamações sobre serviços digitais. Metade das queixas dizem respeito às plataformas da Meta, entre Facebook, Instagram e WhatsApp.
As reclamações no sector das comunicações aumentaram 8% no primeiro trimestre, para cerca de 27,1 mil. Do lado das comunicações eletrónicas, a ANACOM afirma a entrada da Digi contribuiu, em parte, para a subida verificada.
Entre janeiro e maio deste ano, o Portal da Queixa recebeu quase quatro mil reclamações relacionadas com burlas online, num aumento crescente no número de casos registados. Os consumidores mais lesados são mulheres entre os 35 e 44 anos. Já o sector mais visado é o das Compras, Moda e Joalharia.
Dados avançados pelo Portal da Queixa mostram um aumento significativo no número de reclamações relativas à categoria Operadoras de TV, Net e Telefone Low-Cost. A Digi foi responsável pela maioria das queixas apresentadas durante os últimos seis meses.
De acordo com novos dados da ANACOM, no ano passado foram registadas cerca de 104,1 mil reclamações contra prestadores de serviços de comunicações, numa descida de 3% em comparação com 2023.
Os consumidores de telecomunicações têm encontrado dificuldades em cancelar as suas assinaturas ou fazer a portabilidade de números na MEO, NOS e Vodafone. Mas a Digi também soma centenas de reclamações.
Apesar de só ter começado a operação em novembro, a DIGI soma perto de 400 reclamações no Portal da Queixa. A qualidade do serviço e as falhas técnicas são os principais problemas reportados pelos consumidores
A Digi entrou no mercado nacional com uma oferta agressiva de preços e um máximo de três meses de fidelização para um dos serviços. Mas já conta com mais de uma centena de reclamações, a maioria relacionada com a instalação. A Deco diz estar atenta às operações da empresa.
Segundo dados da Anacom, as reclamações das telecomunicações diminuíram 9% no segundo trimestre em termos homólogos, devendo-se sobretudo à quebra nas queixas sobre comunicações eletrónicas.