Programa de formação AI4PA vai percorrer cinco cidades
Fevereiro 21, 2025Oppo desafia Samsung e Honor com o smartphone dobrável mais fino do mundo. Find N5 tem espessura de 8,9mm
Fevereiro 21, 2025A entrada da operadora romena Digi no mercado nacional fez os portugueses fazerem contas às poupanças nas faturas de telecomunicações a pagar no fim do mês. Muitos consumidores que decidiram mudar das principais operadoras estão a enfrentar bastantes dificuldades na rescisão dos seus contratos ou na portabilidade, ou seja, mudar de fornecedor sem alterar o seu número de telefone.
Segundo avança o Jornal de Notícias, a insatisfação dos consumidores junto às operadoras MEO, NOS e Vodafone aumentou 77% relativo ao cancelamento dos seus contratos de serviços, números da ANACOM. O número de queixas aumentou ainda mais quando se trata de mudar de operadora mantendo a portabilidade do número, tendo sido registado um aumento de 535%.
[related-post id=”405128″ post_type=”post” /]
A Digi também não escapa às reclamações desde que chegou a Portugal, há pouco mais de três meses. No final de dezembro, com dois meses de operações, só no Portal da Queixa tinha recebido 400 reclamações, destacando-se a falta de qualidade do serviço, assim como as falhas técnicas entre os principais problemas reportados pelos consumidores.
Segundo os mais recentes dados da ANACOM, a Digi soma 693 reclamações, numa média de nove queixas por dia. Foram feitas 49 queixas diretamente ao regulador e 644 nos livros de reclamações físicos ou eletrónicos.
A operadora de origem romena lançou os seus serviços a 4 de novembro, tornando-se a primeira operadora a entrar no mercado português em 30 anos, depois de ter conseguido uma licença de operação de rede 5G, a que somou também serviços de internet por fibra ótica e de TV. No Portal da Queixa, a qualidade do serviço é o principal motivo de reclamação, com 34,6% das participações, referindo queixas sobre falhas técnicas, interrupções ou desempenho abaixo do esperado.
Em seguida estão problemas com a instalação (19,7%), relacionados com atrasos ou problemas na instalação de serviços contratados. A portabilidade de números já era um dos problemas relatados e motivou 17,7% dos casos onde os consumidores apontam dificuldades ou atrasos no processo de transferência de número entre operadoras.
[related-post id=”408802″ post_type=”post” /]
De recordar que a fusão entre a Digi e a Nowo foi concluída no final de janeiro. A Digi tem agora a obrigação de cumprir as obrigações de desenvolvimento de rede a que a NOWO estava vinculada no leilão do 5G em seis meses. Com esta passagem do espectro da frequência, a Nowo deixa de ser titular dos direitos de utilização das mesmas, adquiridas no Leilão 5G. A compra da Nowo reforça assim a rede móvel, que era uma das principais necessidades da operadora romena.
No mais recente relatório da ANACOM relativo à evolução do 5G para o 4º trimestre de 2024, confirmou-se um “crescimento significativamente superior” ao registado nos trimestres anteriores que se deveu à inclusão do novo operador Digi nas contas. O número de estações base subiu para 13.089, mais 24% do que o registado no trimestre anterior.
