A polícia lançou uma campanha de sensibilização aos alunos que vão participar nas aulas à distância, para a necessidade de reportar os maus comportamentos às equipas da Escola Segura.
Do programa Escola Digital já terão sido entregues 100 mil computadores, que não chegam para as necessidades, e há relatos de escolas que estão agora a distribuir os equipamentos. Os diretores das escolas dizem estar prontos, mas haver questões a resolver, e a Fenprof diz que não há condições.
Ao todo, o mais recente inquérito do Observatório de Cibersegurança do CNCS, que contou com questões ligadas à segurança informática vividos pela comunidade docente durante o segundo semestre do ano letivo 2019/2020, foi respondido por cerca de 21 mil professores.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que a percentagem de pessoas que entraram em contacto com professores ou colegas através de portais educativos atingiu os 30,8%. No que toca aos inquiridos que frequentaram cursos online, o valor subiu para aumentaram para 18%.
Os ataques DDoS não foram as únicas ciberameaças que os estudantes e professores enfrentaram ao longo dos seis primeiros meses do ano. A Kaspersky detetou também um crescente número de ameaças disfarçadas de plataformas educativas online ou aplicações de videoconferência: desde o Moodle ao Zoom, passando ainda pelo Google Meet ou Classroom.
Para evitar os ataques de Zoombombing que chegaram mesmo a impedir o funcionamento normal das aulas à distância em Portugal, a Zoom passa a disponibilizar autenticação de dois fatores em todas as versões da plataforma.
De acordo com Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, será dada “prioridade aos alunos mais carenciados”. A implementação da primeira fase de distribuição de equipamentos terá de ter em conta a possibilidade de as aulas continuarem à distância no próximo ano letivo.
A utilização de software proprietário por inúmeras escolas e universidades em todo o mundo levanta questões acerca da privacidade dos dados dos estudantes. A Free Software Foundation quer reverter a crescente tendência e dar a conhecer opções mais livres e éticas.
As crianças precisam de equipamentos que estejam adaptados às suas necessidades, mas o que será mais adequado: um tablet ou um portátil? Para ajudar os pais, o SAPO TEK reuniu algumas propostas de dispositivos à “altura” dos mais novos, com funcionalidades mais simples e práticas, e que não “pesam” muito na carteira.