Um ano depois da tempestade solar Gannon, uma das mais intensas das últimas décadas, as “lições” tiradas continuam a ajudar a NASA na preparação para futuros fenómenos do mesmo género.
O ano de 2024 foi um verdadeiro espetáculo visual para os entusiastas do espaço e da Terra. De telescópios a satélites, passando pelos registos dos astronautas na ISS, imagens deslumbrantes enriqueceram os álbuns icónicos da NASA.
Designer durante o dia e astrofotógrafo à noite, David Cruz viu algumas das imagens, que registou sob os céus do Alentejo, destacadas pela Agência Espacial Europeia. O cometa do século está entre os protagonistas e só não há auroras boreais... pelo menos por enquanto.
As auroras voltaram a roubar o protagonismo celeste em várias partes do mundo, com Portugal na lista de privilegiados que assistiram ao espetáculo. O céu ficou pintado em tons de rosa e as redes sociais foram inundadas de imagens do raro momento.
Depois de captar a passagem do cometa do século e de pedir ajuda para identificar uma luz vermelha misteriosa, o astronauta da NASA Matthew Dominick não quis deixar o espaço sem voltar a mostrar a beleza das auroras boreais vistas da janela do seu “quarto” na ISS.
Registadas por telescópios, satélites, astronautas, cientistas ou simples interessados, há novas imagens nos álbuns de fotos do Espaço e da Terra da NASA, muitas delas de fenómenos que marcaram o mês de agosto, entre cometas, chuvas de Perseidas ou mesmo os incêndios na Madeira.
As Perseidas andam aí de novo e algumas vieram acompanhadas pelas igualmente espetaculares auroras boreais. Reunimos várias das melhores imagens deste fenómeno celeste "2 em 1", que encantou observadores em várias partes do mundo
No espaço não há fogo de artifício mas os astronautas da Estação Espacial captaram as luzes do norte no dia da independência dos Estados Unidos e partilharam tudo nu vídeo em time lapse.
A chegada simultânea dos efeitos da atividade intensa que o Sol registou nas primeiras semanas de maio criou as condições ideais para uma “tempestade histórica”, que resultou em auroras visíveis em partes do mundo onde não são comuns, como foi o caso de Portugal.