Apesar das condicionantes, 2020 foi um ano em que a astronomia esteve em destaque, e em que os investigadores portugueses continuaram a dar provas de excelência, destaca o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.
Com 11 vezes a massa de Júpiter, o misterioso HD106906 b surpreende pela sua órbita inclinada e bastante mais extensa do que o disco de resíduos que rodeia as suas duas estrelas-mãe.
Instalado no Observatório do Paranal, o ESPRESSO tem ajudado a caracterizar atmosferas exoplanetárias de forma detalhada. Assim comprovam os resultados de três estudos que contaram com a participação de investigadores portugueses.
O observador de exoplanetas lançado pela ESA já começou a mostrar trabalho, ao descobrir um sistema planetário com um dos mais quentes e extremos mundos extraterrestres.
Os cientistas estimam que o exoplaneta GJ504b se tenha formado há 160 milhões de anos, porém, a sua origem é ainda um mistério. A NASA explica que o brilho rosa se relaciona com a jovem idade do planeta cuja temperatura ronda os 237 graus.
O Hubble foi o protagonista da primeira vez em que um telescópio espacial captou um eclipse lunar total. Mas nem só esta estreia merece destaque: as segundas intenções por detrás da “première” são mais importantes.
Os dois exoplanetas a orbitar uma estrela jovem estão a 300 anos-luz de distância e já tinham sido identificados há cerca de dois mese. Agora o Very Large Telescope do ESO conseguiu a primeira fotografia.
Através de uma ferramenta criada por Geronimo Villanueva, cientista planetário no Goddard Space Flight Center, a NASA revela agora como seria observar um pôr-do-sol em Urano, Marte, Vénus, Titã, a maior lua de Saturno e ainda em TRAPPIST-1e, um exoplaneta a 40 anos Luz da Terra.
A hipótese foi colocada há alguns anos, e a resposta - teórica - chega agora: muitos dos exoplanetas conhecidos podem ser mundos oceânicos e, logo, candidatos na busca por vida extraterrestre.