Maioria dos países europeus longe das metas definidas para a redução da poluição até 2030
Junho 26, 2020Tráfego de voz e de dados estão a voltar aos níveis registados antes da pandemia de COVID-19
Junho 26, 2020A “pintura” no céu trazida pelo pôr-do-sol é considerada por muitos como uma das paisagens naturais mais fascinantes. Mas como seria observar o fenómeno noutras partes do Sistema Solar ou em outras constelações? Um cientista da NASA decidiu pôr “mãos à obra” e criou simulações que dão a conhecer os tons que pintam o céu de diferentes planetas pela altura em que o Sol se põe.
De acordo com a agência espacial, as simulações foram criadas quando Geronimo Villanueva, cientista planetário no Goddard Space Flight Center, estava a desenvolver uma ferramenta de modelação computorizada que, um dia, em combinação com uma sonda espacial, poderá ajudar a interpretar os mistérios de Urano.
[photo-gallery id=”204988″ thumbnails=”204990,204991,204992,204993,204994,204995,204996″ layout=”linear”/]Para validar a exatidão da ferramenta, o cientista simulou as cores do céu conhecidas da Terra, Urano, Marte, Vénus e Titã, a maior lua de Saturno, durante o pôr-do-sol. As animações criadas demonstram o “Astro Rei” a pôr-se, sendo observado na perspetiva de alguém que estaria nos planetas ou lua em questão.
Além de planetas e de uma das luas do nosso Sistema Solar, Geronimo Villanueva, simulou um “pôr-do-sol” em TRAPPIST-1e, um exoplaneta que orbita em torno da estrela anã TRAPPIST-1, na constelação Aquário, a 40 anos-luz da Terra.
Nas animações, é possível ver, por exemplo, que o pôr-do-sol em Urano é marcado por tons de ciano que desvanecem para um azul escuro com toques de turquesa. A NASA explica que a cor do fenómeno no planeta é causada pela interação da luz solar com a atmosfera do planeta, repleta de hidrogénio, hélio e metano que absorvem as porções com maior comprimento de onda representadas pela cor vermelha.
Recorde-se que, em 2019, a sonda InSight da NASA, que tem como missão ajudar os cientistas a estudar Marte, tinha dado a conhecer ao mundo o aspeto do pôr-do-sol no Planeta Vermelho. Ainda antes, em 2015, o robot Curiosity já tinha captado o fenómeno em alta definição, assim como o Opportunity em 2010, que o apanhou em vídeo.
