O fundador da Web Summit, Paddy Cosgrave, afirmou à agência Lusa que os portugueses são a “segunda maior participação internacional” na primeira edição da conferência no Rio de Janeiro, a seguir aos norte-americanos.
Ainda antes do primeiro Web Summit no Brasil, marcado para maio deste ano, Paddy Cosgrave acaba de confirmar que o evento de empreendedorismo vai realizar-se no médio oriente já em 2024. Qatar é o país escolhido.
Entre VIPs do empreendedorismo e da tecnologia, o Web Summit 2022 teve este ano mais participantes e mais startups e os temas dominantes não fugiram ao que está a dominar a atualidade, com o metaverso e a Web 3 a centrar as atenções.
Lisboa e Portugal são plataformas entre civilizações e continentes, defendeu o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no encerramento do Web Summit 2022. No próximo ano quer um espaço maior e que a cimeira fique em Lisboa depois de 2028.
Paddy Cosgrave admitiu que já sofreu várias pressões para cancelar oradores e participantes de algumas empresas e países e este ano retirou o convite ao Grayzone, mas manteve Noam Chomsky no alinhamento e na sessão final.
Os números da sétima edição do Web Summit em Lisboa já tinham sido partilhados com a confirmação de mais de 71 mil participantes e Paddy Cosgrave afirma que há mais startups e investidores de "classe 1".
Os bilhetes já esgotaram há semanas e Paddy Cosgrave garante que este vai ser o Web Summit mais movimentado de sempre. A expectativa é de receber 70 mil pessoas no evento, mas 100 mil estarão em Lisboa em eventos paralelos
A guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, a cibersegurança e a ciberguerra, Inteligência Artificial e cripto economia vão estar em destaque no Web Summit 2022 onde as startups têm de fazer o seu trabalho para serem notadas, destaca Paddy Cosgrave em entrevista ao SAPO TEK.
Paddy Cosgrave continua entusiasmado com a capital portuguesa e diz que o Web Summit 2022 vai ser o mais movimentado de sempre. “Viemos porque vimos a oportunidade. Seis anos depois é melhor do que podíamos esperar”, explica, mesmo sem o prometido aumento de espaço, o que obriga a soluções criativas.