Confirmada está a subida de valores da MEO e da NOS, que contrariam assim a vontade do presidente da ANACOM de redução dos preços das comunicações e do acesso da Internet em Portugal.
O debate entre os CEOs dos operadores de comunicações, desta vez sem os CTT, voltou a assistir a uma sintonia de acusações ao regulador e às decisões sobre o 5G, mas também à avaliação sobre os preços dos serviços em Portugal.
Os operadores voltaram a mostrar sintonia relativamente ao atraso do lançamento do 5G, mas do lado da regulação defende-se que o tema mais relevante é a quantidade de espectro que vai estar disponível. E existe preocupação sobre a possibilidade de ser criada de forma artificial uma escassez do espectro.
Os dados da Anacom mostram que nos últimos 10 anos se registou um crescimento de 12,5% nos preços das comunicações, mas os operadores acusam o regulador de estar a fazer uma avaliação com base em pressupostos errados e a “desenhar mercado”.
A visão sobre o calendário, o potencial do 5G e a partilha de rede foi consensual entre os responsáveis técnicos dos três operadores móveis, que deixaram a garantia de que está tudo pronto para avançar. A Altice até mostrou em palco o 5G a funcionar.
Tudo indica que as redes 5G ainda vão demorar a ficar operacionais em Portugal mas a Vodafone e a NOS já têm tarifários que garantem estar preparados para o futuro.
Nos primeiros seis meses do ano, a ANACOM registou 3,95 milhões de subscritores de pacotes de serviços, o que significa um aumento de 3,8% face ao mesmo período de 2017.
A NOS pretende ser a primeira operadora a lançar um smartphone preparado para 5G no mercado nacional, apesar da rede de quinta geração ainda não estar pronta para lançamento comercial.
As duas operadoras já têm um entendimento para partilha de fibra e assinaram com a empresa bracarense um acordo para construção de uma nova rede ótica para cobrir mais 1,2 milhões de casas.