Os protocolos de finanças descentralizadas (Defi) foram os principais alvos de esquemas para roubar criptomoedas, durante o segundo semestre. Entre fraudes e ciberataques dominaram os segundos.
Segundo os investigadores da Kaspersky, só no primeiro trimestre do ano foram descobertas 107.000 tentativas de phishing relacionadas com criptomoedas. Já em abril registaram-se quase 50.000: quase metade do trimestre anterior em apenas um mês.
A trabalhar em várias frentes na área dos ativos digitais, as mais mediáticas não têm conseguido os melhores resultados. A moeda digital Diem ficou pelo caminho, a carteira digital Novi não chega a sair da fase piloto.
Foi aberto um inquérito depois de terem sido violadas as contas do Exército britânico na rede social Twitter e na plataforma de vídeos YouTube, anunciou o Ministério da Defesa.
Está na reta final de aprovação uma medida que vai aproximar as regras de informação a partilhar em transações com ativos digitais, daquelas que já cumprem as transações com moedas físicas. Enquanto isso, o Parlamento Europeu quer uniformizar a cobrança de impostos sobre estas transações e usar blockchain para o fazer.
De acordo com investigadores da Chainalysis, o estilo e velocidade com que os hackers começaram a “lavar” o dinheiro roubado é semelhante ao que foi registado anteriormente em outros ataques levados a cabo por piratas informáticos norte-coreanos.
A promessa de ganhar dinheiro com criptomoedas é o isco que tem levado muitos utilizadores do LinkedIn a cair em esquemas fraudulentos. Há casos em que as perdas superam o milhão de dólares.
Há cibercriminosos que se estão a aproveitar dos utilizadores mais incautos no Instagram para roubarem as suas contas e utilizarem-nas como veículo para os seus esquemas fraudulentos. Mas há mais táticas que estão a ser utilizadas pelos atacantes.
Apesar das perdas registadas, Changpeng Zhao, CEO da Binance, quer que a equipa responsável pela criptomoeda Luna dê prioridade aos investidores que perderam dinheiro durante o “crash”.