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Setembro 6, 2023Uma equipa internacional de astrónomos descobriu um campo magnético completamente formado numa galáxia distante, semelhante em estrutura àqueles observados em galáxias próximas. O campo é cerca de mil vezes mais fraco do que o campo magnético da Terra, mas estende-se ao longo de mais de 16.000 anos-luz.
A galáxia em causa está tão distante que a sua luz demorou mais de 11 mil milhões de anos a chegar até nós. Isto quer dizer que está a ser observada quando o Universo tinha apenas 2,5 mil milhões de anos de idade, explica a Rede de Divulgação Científica do ESO em comunicado.
O resultado, conseguido com a ajuda do ALMA – Atacama Large Millimeter/submillimeter Array forneceu aos astrónomos pistas cruciais sobre como é que se formaram os campos magnéticos de galáxias tais como a Via Láctea.
“Esta descoberta dá-nos novas pistas sobre como é que os campos magnéticos se formam à escala galáctica”, destaca James Geach, professor de astrofísica na Universidade de Hertfordshire e autor principal do estudo publicado hoje na revista Nature.
A observação de um campo magnético completamente desenvolvido tão cedo na história do Universo indica que os campos magnéticos que englobam galáxias inteiras podem formar-se rapidamente na altura em que as galáxias jovens ainda se estão a desenvolver, concluem os investigadores.
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[photo-gallery id=”360647″ thumbnails=”360648,360649″ layout=”linear”/]A equipa acredita que a formação estelar intensa no Universo primordial poderá acelerar o desenvolvimento de campos magnéticos. Adicionalmente, estes campos podem, por sua vez, influenciar o modo como se formam as gerações seguintes de estrelas.
A descoberta abre “uma nova janela para o funcionamento interno das galáxias, uma vez que os campos magnéticos estão ligados ao material que está a formar novas estrelas”, aponta Rob Ivison, co-autor do trabalho e astrónomo do ESO, citado no comunicado.
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Para fazer esta deteção, os astrónomos observaram a radiação emitida por grãos de poeira de uma galáxia distante, 9io9. As galáxias estão repletas de grãos de poeira e quando um campo magnético se encontra presente, estes grãos tendem a alinhar-se, fazendo com que a radiação que emitem seja polarizada. Isto significa que as ondas de luz oscilam segundo uma direção privilegiada, em vez de aleatória.
Veja na galeria esta e outras descobertas feitas com a ajuda do ESO
[photo-gallery id=”357614″ thumbnails=”359331,358595,358596,322733,321414,319094,311783,303204,316529,289311,343965,343970,336909,336910,336911,336913,328799,328796,328797,322746,322732,354793,354752,354755,354756,354753,354754,354758,351323,351324″ layout=”linear”/]Quando o ALMA detetou e mapeou um sinal polarizado emitido pela 9io9, confirmou-se pela primeira vez a presença de um campo magnético numa galáxia muito distante. A intenção é que com esta e outras observações futuras de campos magnéticos distantes, seja possível desvendar o mistério da formação destas estruturas galácticas fundamentais, escreve a Rede de Divulgação Científica do ESO.
