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Dezembro 11, 2023O telescópio espacial James Webb continua a ver fenómenos cósmicos “como ninguém” e desta vez captou os ínfimos pormenores da explosão de uma estrela. Localizado a 11.000 anos-luz de distância, na constelação de Cassiopeia, o remanescente Cas A (ou Cassiopeia A) é um dos mais bem estudados em todo o cosmos.
Estima-se que esta supernova tenha explodido há cerca de 340 anos “dos nossos” e a mais recente imagem registada pelo James Webb revela pequenos detalhes da explosão, em partes que parecem vidro estilhaçado. A imagem também mostra cores brilhantes, representando diferentes tipos de gases da estrela.
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James Webb conseguiu ver coisas que outros telescópios não viram antes, como uma massa listada a que se chamou “Baby Cas A”, que é como um “eco de luz” da explosão da supernova, mas há outros.
Ao longo dos anos, observatórios terrestres e espaciais, incluindo o telescópio Hubble, reuniram imagens dos restos da Cas A em vários comprimentos de onda. Em abril deste ano, começou uma nova era de estudo com o MIRI do James Webb, revelando características novas e inesperadas dentro da camada interna do remanescente da supernova, e agora há uma nova imagem NIRCam.
A luz infravermelha é invisível aos nossos olhos, por isso os processadores de imagem e os cientistas representam estes comprimentos de onda de luz com cores visíveis. Nesta imagem mais recente do Cas A, as cores foram atribuídas aos diferentes filtros do NIRCam, e cada uma dessas cores sugere a ocorrência de uma atividade diferente dentro do objeto.
À primeira vista, a imagem NIRCam pode parecer menos colorida que a imagem MIRI. No entanto, isto não significa que haja menos informação: trata-se simplesmente dos comprimentos de onda em que o material do objeto emite a sua luz, sublinha a ESA.
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[photo-gallery id=”372169″ thumbnails=”372171,372172,372173″ layout=”linear”/]As cores mais visíveis na imagem mais recente do James Webb são aglomerados de laranja brilhante e rosa claro que constituem a camada interna do remanescente da supernova. A visão nítida do telescópio pode detetar os nós de gás mais pequenos, compostos de enxofre, oxigénio, argónio e néon da própria estrela.
Incrustada neste gás está uma mistura de poeira e moléculas, que eventualmente será incorporada em novas estrelas e sistemas planetários.
Alguns fios de detritos são demasiado pequenos para serem mostrados, mesmo pelo James Webb, o que significa que são comparáveis ou inferiores a 16 mil milhões de km de diâmetro (cerca de 100 unidades astronómicas). Em paralelo, a totalidade do Cas A abrange 10 anos-luz, ou cerca de 96 biliões de km.
Na visão do infravermelho próximo também não é visto o loop de luz verde na cavidade central do Cas A que brilhava na luz infravermelha média, apropriadamente apelidado de “Monstro Verde” pela equipa de investigação.
Embora o “verde” do Monstro não seja visível no NIRCam, o que resta no infravermelho próximo naquela região pode fornecer informações sobre a característica misteriosa, diz a ESA. Os buracos circulares visíveis na imagem MIRI estão ligeiramente delineados em emissão branca e roxa na imagem NIRCam – isto representa gás ionizado. Os pesquisadores acreditam que isso se deve aos detritos da supernova que atravessam e moldam o gás deixado pela estrela antes de ela explodir.
Uma das caraterísticas mais surpreendentes aparece no canto inferior direito do campo de visão do NIRCam: uma bolha grande e estriada, denominada como Baby Cas A, por parecer uma descendente da supernova principal.
Veja as novas imagens e outras já captadas pelo telescópio James Webb
[photo-gallery id=”313216″ thumbnails=”371451,371466,371467,371263,370279,370280,367612,367613,367232,367233,367234,367235,365121,365122,362647,362023,361306,361307,359962,359280,358142,358140,358143,358141,357229,348498,362648,362649,362650,362651,348500,352459,352460,352461,352462,351244,351243,347852,337706,340996,337705,337707,337700,337708,340995,346853,309760,309761,309757,309758,309759,307225,309380,309379,309376,308027,308028,308026,307291,307285,307280,307279,302716″ layout=”linear”/]Trata-se de um exemplo de eco de luz – quando a luz da antiga explosão da estrela atingiu e está a aquecer a poeira distante, que brilha à medida que arrefece. A complexidade do padrão de poeira e a aparente proximidade do Baby Cas A com o próprio Cas A são particularmente intrigantes para os investigadores. Na verdade, Baby Cas A está localizado a cerca de 170 anos-luz atrás do remanescente da supernova, acrescenta a ESA.
