Vídeo: Serpente robótica faz demonstração de agilidade ao subir escadotes
Outubro 17, 2018Anacom aplica mais de 1,3 milhões de euros em multas na primeira metade do ano
Outubro 17, 2018Depois de ter sido multada “severamente” pela Comissão Europeia, a Google decidiu mudar a forma de licenciamento das suas aplicações para Android na União Europeia. Pela primeira vez, as fabricantes de smartphones terão de pagar as apps e serviços pré-instalados nos dispositivos vendidos na UE. Estas medidas são aplicadas a partir do final do mês e vão ao encontro das exigências da Comissão Europeia, como explica a empresa no seu blog oficial.
Embora a base do sistema operativo Android continue a ser gratuito e open source, as fabricantes que desejem vender smartphones com apps pré-instaladas da Play Store passam a ter de as licenciar na Europa. Como opção, as marcas podem licenciar o browser Chrome e o motor de busca em separado, em vez da aquisição em bundle.
O valor do licenciamento não foi revelado, ficando a decisão do lado dos fabricantes de como devem vender os seus dispositivos Android. Se não quiserem pagar podem optar por vender os smartphones sem a Play Store e as aplicações da Google. Por outro lado, poderão lançar os dispositivos sem o Chrome e o motor de busca, mantendo a Play Store para os utilizadores fazerem o download das respetivas aplicações, caso entendam. Ou podem decidir pagar o licenciamento e comercializarem os smartphones como até aqui.
A Google afirma que a decisão da Comissão Europeia irá cortar uma grande fonte de receitas que é investida no desenvolvimento e distribuição gratuita de tecnologias para o Android. Nesse sentido, a gigante tecnológica havia referido a necessidade de encontrar outras formas de gerar as receitas e a venda das licenças aos fabricantes foi a forma escolhida.
[related-post id=”142923″ post_type=”post” /]
Ainda em relação às medidas tomadas pela UE contra a concorrência desleal, as fabricantes poderão construir os seus smartphones e tablets suportando diferentes “bifurcações” do Android. Dessa forma, caso uma Huawei ou Samsung decidirem, por exemplo, poderão manter a Play Store e a equivalente da Amazon Fire OS no mesmo dispositivo. Nesse sentido, as empresas terão agora uma maior flexibilidade nas configurações dos sistemas.
Segundo aponta o The Verge, os especialistas acreditam que os valores das licenças poderão ser imputados aos clientes das marcas, através de um eventual aumento do preço dos equipamentos. A nova política de licenciamento terá efeito a partir do dia 29 de outubro, mesmo considerando que o “castigo” aplicado pela UE tenha sido considerado injusto pela Google, levando a tecnológica a recorrer.
