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Dezembro 27, 2024Os números hoje revelados pela ANACOM indicam que, em novembro, “os preços das telecomunicações, medidos através do respetivo grupo do Índice de Preços do Consumidor (IPC), aumentaram 0,2% face ao mês anterior“. Mas na comparação com o mês homólogo de 2023, a subida é de 7,3%.
Continua sem se sentir uma redução que era esperada com a entrada do novo operador no mercado. A DIGI lançou o seus serviços em 4 de novembro, levando a mudanças também nas marcas low cost das principais operadoras de comunicações, que atualizaram preços e lançaram ofertas de TV para concorrer com a operadora de origem romena.
A ANACOM recorda que no ano passado recomendou aos operadores “contenção no aumento de preços para 2024”. Mesmo assim a MEO, NOS e Vodafone subiram os preços das telecomunicações em 4,3% a partir de fevereiro, alegando que os seus custos operacionais também subiram e que o aumento era necessário para garantir a qualidade do serviço.

créditos: ANACOM
Os dados hoje revelados indicam que “a taxa de variação média dos últimos doze meses dos preços das telecomunicações foi de 6,9%, tratando-se da taxa mais elevada verificada desde junho de 1994″ e ficou 6,9 pp acima da verificada na União Europeia. Em comunicado, a ANACOM diz que, por tipo de serviços, a taxa de variação média dos últimos doze meses em Portugal foi 5,8% nos serviços em pacote e 8,3% nos serviços telefónicos móveis, referindo dados do Eurostat.
Portugal registou a terceira variação de preços mais elevada (25.ª mais baixa) entre os países da UE27, sendo que o país com o maior aumento de preços foi a Hungria (+13,1%) enquanto a maior diminuição ocorreu em Malta (-8,8%).

créditos: ANACOM
DIGI com preços mais baixos em oito tipos de ofertas
A entrada da DIGI no mercado português ainda não teve o efeito previsto na redução dos preços das telecomunicações das três principais operadoras, que responderam com novas ofertas nas suas marcas low cost, a Amigo, Uzo e Woo.
A ANACOM indica que as ofertas da DIGI passaram a “apresentar o preço mais baixo para oito tipos de oferta, num leque de 11 serviços/ofertas analisados”. Se forem consideradas apenas as quatro principais operadoras, “as mensalidades mais baixas nesse mês foram oferecidas pela NOWO e pela Vodafone em cinco dos tipos de ofertas analisados”. A NOS apresentou as mensalidades mais baixas para dois tipos de serviços/ofertas e a MEO apresentou a mensalidade mais baixa para um tipo de serviço/oferta.
Nos pacotes triple play é a NOWO (entretanto comprada pela DIGI) que tem a mensalidade mais baixa, com um valor de 28,75 euros para três serviços (triple play), e 36,25 euros para quatro serviços (quadruple play), enquanto a Vodafone apresentou a mensalidade mínima mais baixa da oferta de cinco serviços (quintuple play) com 61,10 euros.
A ANACOM refere ainda que no caso do serviço telefónico móvel individualizado, a NOS, a NOWO e a Vodafone apresentaram as ofertas com mensalidades mais baixas com preços de 5 euros por mês.

créditos: ANACOM
2025 com novos preços na MEO. NOS, Vodafone e Digi não sobem valores
Apesar de terem nos contratos com os clientes a possibilidade de uma atualização anual de preços indexados ao IPC do ano anterior, nem todas as operadoras vão fazer esta atualização. A NOS já tinha confirmado que não iria atualizar preços em 2025 e adiantou ao TEK que “A NOS não vai aumentar os seus preços em 2025. A decisão é transversal a todos os serviços e tarifários de telecomunicações”.
Os responsáveis da DIGI disseram também, logo no lançamento dos serviços, que não iam subir valores dos tarifários.
Hoje a Vodafone confirmou ao TEK que mantém também os valores em 2025. “A Vodafone Portugal não terá atualizações de preços em 2025 para a generalidade dos seus clientes”. Admite porém que “haverá casos de atualização pontuais, limitados a um número reduzido de produtos e serviços empresariais, em linha com as condições contratuais – nomeadamente a taxa de inflação apurada para 2024. Estas alterações serão sempre comunicadas de forma personalizada aos clientes abrangidos.”
A MEO é a exceção e vai aumentar os preços no próximo ano, prevendo um aumento de preços nos tarifários da marca principal e deixando de fora os serviços da marca digital Uzo e da marca para o segmento jovem, Moche. Este será o primeiro ano em que as três operadoras de comunicações optam por diferentes estratégias em relação à atualização de preços.
Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação. Última atualização 16h11
