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Abril 13, 2022O governo ucraniano acusou a Rússia de tentar perturbar o fornecimento de energia no país. De acordo com o comunicado oficial, forças russas tentaram hackear os sistemas da rede de distribuição, mas a operação não foi bem sucedida, uma vez que a equipa de resposta informática (CERT-UA) foi capaz de impedir os perpetradores de obterem acesso aos computadores que gerem as subestações.
O nome da empresa não foi revelado, mas adianta a Ucrânia que se trata de uma fornecedora responsável por fazer chegar energia a áreas altamente populadas.
A Rússia tem sido acusada de conduzir inúmeros ataques informáticos contra a rede energética da Ucrânia. Em 2014 e 2015, habitantes de Kiev ficaram sem eletricidade na sequência de um ataque atribuído à unidade de inteligência cibermilitar russa, Sandworm. No entanto, desde que invadiu o país, em fevereiro passado, que a Rússia ainda não conseguiu furar a proteção informática da Ucrânia.
[related-post id=”143348″ post_type=”post” /]A empresa de cibersegurança, ESET, que está a ajudar a Ucrânia a montar as suas defesas, afirma que este ataque mais recente foi também obra da Sandworm. Segundo a tecnológica, a unidade recorreu a uma versão renovada do malware Industroyer, utilizado em 2015 para desligar a rede energética da Ucrânia.
O ataque esteve, alegadamente, em preparação durante duas semanas. As defesas ficaram a cabo da ESET e da Microsoft, segundo afirmou Viktor Zhora, oficial do departamento de cibersegurança do exército ucraniano. Zhora admite que os atacantes ainda conseguiram chegar até uma parte do sistema e causar perturbações no funcionamento de uma instalação de distribuição, mas o problema foi prontamente resolvido antes que algum habitante perdesse eletricidade.
Os ataques informáticos, em movimentos típicos de uma ciberguerra, começaram ainda antes da invasão da Ucrânia pelas tropas russas e foram já reconhecidos por várias entidades, e pelas autoridades dos Estados Unidos, como uma frente de ataque destinada a paralisar o país.
A tecnologia está também a ajudar a monitorizar a situação no terreno e ainda ontem imagens de satélite mostravam o avanço de uma coluna de 200 tanques russos na Ucrânia.
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