De acordo com o German Marshall Fund of the United States (GMF), as notícias falsas voltaram a proliferar nas redes sociais. O think thank norte-americano justifica o fenómeno com o ambiente político dividido, que se vive nos EUA, mas sublinham uma outra causa: as partilhas por parte de utilizadores verificados.
[photo-gallery id=”234006″ thumbnails=”234007,234008,234009″ layout=”linear”/]Uma análise conduzida pelo GMF, no Twitter, conclui que um terço das partilhas feitas por contas verificadas naquela rede social, derivou de páginas de criadores de conteúdo falso e manipuladores de informação. A análise cingiu-se apenas ao último trimestre de 2020 e cobriu cerca de 155 milhões de partilhas feitas por perfis verificados. Em 2020, os sites norte-americanos viram os seus conteúdos serem mais partilhados online. O crescimento, de grosso modo, chegou aos 14%. No entanto, quando a perspetiva é afunilada para contar apenas com os sites que produzem conteúdos falsos, esse aumento é de 160%.[related-post id=”206580″ post_type=”post” /]O Gateway Pundit é um dos sites que beneficiou com este fenómeno. Entre outubro e dezembro do ano passado, o portal conhecido pela promoção de teorias da conspiração, deturpação de factos e disseminação de notícias falsas, obteve mais partilhas no Twitter por parte de contas verificadas do que o The Washington Post.
No Facebook, as interações com publicações feitas por estes portais aumentou 165% ao longo dos últimos quatro anos. É igualmente importante sublinhar que, graças às mudanças que o Facebook conduziu no seu próprio algoritmo, algumas páginas de conteúdo falso e manipuladores de informação viram as interações cair, mas há, ainda assim, alguns casos que fugiram à regra, como o RedStateObserver.com que conseguiu mais interações que o Wall Street Journal, por exemplo.