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Junho 12, 2019No CIGI-Ipsos Global Survey, realizado junto de utilizadores de internet em todo o mundo, as empresas de social media surgem como um dos principais alvos da desconfiança dos internautas, superadas apenas pelo cibercrime. Plataformas como o Facebook ou o Twitter foram citadas por 75% dos entrevistados como estando na origem da sua falta de confiança na internet.
Esta e outras conclusões foram divulgadas como parte do 2019 CIGI-Ipsos Global Survey on Internet Security and Trust, realizado pela Ipsos para o Centre for International Governance Innovation (CIGI), em parceira com a Internet Society (ISOC) e a United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD). Já na sua quinta edição, o CIGI-Ipsos Global Survey é um dos maiores e mais abrangentes estudos sobre segurança e confiança na internet, envolvendo mais de 25.000 utilizadores provenientes de mais de duas dezenas de países de todo o mundo, uma lista que não inclui Portugal.
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A maior fonte de desconfiança dos utilizadores são os cibercriminosos, tendo sido referidos por 81% dos utilizadores, enquanto que 62% afirmaram que a falta de segurança online é também um fator fundamental para a sua falta de confiança.
Para Fen Osler Hampson, membro do CIGI, “a investigação deste ano não só sublinha a fragilidade da internet como também o crescente desconforto dos internautas com as redes sociais a e o poder que essas empresas exercem sobre as suas vidas quotidianas”.
Relativamente aos efeitos provocados por essa desconfiança, 49% dos entrevistados afirmam que passaram a divulgar menos informação pessoal online, 40% dizem ter mais cuidado na proteção do seu dispositivo e 39% declaram estar a utilizar a internet de forma mais seletiva. Por outro lado, apenas 19% referem uma maior utilização de criptografia e 12% de ferramentas como o Tor (The Onion Router) ou VPNs para se protegerem online.
Os resultados completos da CIGI-Ipsos Global Survey de 2019, bem como das edições anteriores, podem ser vistos na página oficial do estudo.
