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Maio 5, 2017A iniciativa assenta na divulgação de vários cartazes distintos que serão difundidos pelas principais redes sociais, assim como colocados em diversos estabelecimentos de ensino.
“Considerando os últimos acontecimentos relacionados com o jogo ‘Baleia Azul’ e não sendo alheio a toda esta realidade, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP lança a partir de hoje uma campanha no sentido de contribuir para o aumento da consciencialização social das crianças e jovens bem como dos pais, sobre os perigos do referido jogo e difundir algumas formas de prevenção, no seguimento da apresentação já lançada no facebook da PSP”, refere um comunicado enviado às redações.
A mesma nota apela aos “colegas da escola que suspeitarem de algum comportamento anómalo, e na perspetiva de ajuda, deverão alertar os diretores de turma, professores e/ou os psicólogos escolares”.
Avisa também para os pais para se manterem informados relativamente aos “indícios” do jogo bem como sensibilizar e abordar, “de forma descomplexada”, os seus filhos para as implicações do mesmo.
“Importa ainda que os pais alertem as crianças sobre os riscos de adicionar desconhecidos e recomendem que apenas a família, amigos e pessoas da escola façam parte da lista de amizades nas redes sociais”, acrescenta-se no comunicado.
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O jogo da Baleia Azul consiste em desafiar os participantes a completarem 50 tarefas, entre as quais cortar o lábio ou infligir cortes no próprio corpo. Os administradores ou curadores do jogo enviam ainda filmes e músicas que os jovens têm de ouvir, sendo que a última tarefa pode culminar no suicídio.
Para que não se abandone o jogo, há ameaças às vítimas dizendo inclusivamente que têm em sua posse o local de residência e informações acerca dos seus familiares.
A adesão faz-se inicialmente através de conversações nas redes sociais, onde o jogo é apresentado e proposto por amigos. Posteriormente, o curador valida a “aceitação” da vítima convidada e integra-a numa aplicação de conversação, através da qual passam a interagir. Depois disto, finge interessar-se pela vitima, envolvendo-a numa mentira fisicamente autodestrutiva e psicologicamente desestruturante.
Se a vítima tentar desistir do desafio, o curador amedronta-a, fazendo-a acreditar que está a ser vigiada ou que pode ser humilhada.
