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Outubro 23, 2019Autor do livro “The End of Online Shopping” e CEO da associação Ecommerce Europe, Wijnand Jongen abriu o segundo dia do Portugal Digital Summit’19 com uma intervenção mencionando “as curvas de adaptação” e a “velocidade estonteante” a que a tecnologia tem evoluído, para nos atingir de forma “exponencial”. “É só pensarmos que ainda há 20 anos Steve Jobs estava a ensinar-nos a usar o Wi-Fi”.
Nesta nova era as coisas vão assentar na combinação da informação e da comunicação de uma forma contextual. “Imagine que vai a caminho do aeroporto e o seu smartphone o avisa que o voo foi cancelado. Através da IA o seu telefone pode comunicado consigo e sugerir-lhe que marque o voo seguinte, que é dali a duas horas… É disto que os algoritmos inteligentes tratam”.
E a Inteligência Artificial vai criar valor, “e muito”. Nas contas apresentadas por Wijnand Jongen durante o Portugal Digita Summit’19, a IA será responsável gerar valor adicional entre 3,5 biliões a 5,8 biliões de dólares, abrangendo 19 sectores nos próximos anos. E o Retalho vai estar no topo. “A Inteligência Artificial vai impactar estas novas indústrias de forma fundamental”.
As lojas precisam de mudar
Wijnand Jongen defende que o retalho e o ecommerce estão a mudar profundamente e sublinha que os modelos de negócio não são suficientes para as novas gerações de consumidores. “Mais do que nunca, vemos cada vez mais os consumidores no lugar do condutor”, a comprarem mais “e diferente”.
É ponto assente que o papel das lojas está a evoluir e que hoje as pessoas esperam que as compras sejam uma experiência emocional. Para Wijnand Jongen é fundamental adicionar valor às “prateleiras”.
“Retalhistas e marcas que queiram interagir com o consumidor no futuro: penso que estamos a meio de uma mudança massiva da experiência de compra, por isso temos de apostar em mais modelos e a interação tem de se tornar muito mais pessoal. Assim é que se ganha a lealdade dos consumidores”, aconselhou o CEO da Ecommerce Europe. “E retalhistas e marcas: devem ir pela ‘share of life’ e talvez usarem um pouco de tecnologia, para manterem os clientes convosco”.
