Mark Zuckerberg volta a pedir desculpas… desta vez aos europeus. Mas os eurodeputados não ficaram contentes
Maio 22, 2018Opinião: Os dias da Realidade Aumentada
Maio 22, 2018Depois de uma introdução por parte do Presidente do Parlamento Europeu, que detalhou os desafios de gestão de dados, e de uma intervenção de Mark Zuckerberg, que voltou a pedir desculpas pelas falhas na proteção de dados, chegou a vez dos eurodeputados colocarem as suas questões.
A sessão, que deveria decorrer até às 19.30 em Bruxelas, 18.30 de Portugal, mostra que os eurodeputados fizeram o trabalho de casa, mas também que Mark Zuckerberg está igualmente preparado, e ter sido bombardeado com perguntas, dos vários líderes parlamentares, só pediu para repetirem uma única vez. Não se repetiram algumas das perguntas mais inusitadas que aconteceram nos EUA.
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Entre perguntas mais políticas, práticas e até um pouco técnicas, assim como económicas, não faltaram também a partilha de experiências pessoais, ou da comunidade, entre as quais a história de um jovem que se suicidou depois de sofrer bullying no Facebook. E algumas perguntas muito diretas, com opção de Sim ou Não.
Veja algumas das principais perguntas colocadas:
– Está a dizer mesmo a verdade e vai introduzir o regulamento?
– Vai cooperar com a Europa e com as autoridades?
– É ou não um monopólio?
– É um bom negócio manter o Instagram, Messager e WhatsApp?
– Tem mecanismos para os utilizadores controlarem a publicidade quando são alvos e defenderem-se retirando-se da base de dados?
– Consegue erradicar todas as contas falsas?
– O Facebook é uma plataforma neutra, multimédia ou de publicidade?
– O Facebook vai pagar taxas nos países onde opera?
– Que critério legal é tido em conta para fechar páginas que expressam questões legítimas?
– A questão das fake news é uma nova desculpa para restringir liberdades?
Mark Zukerberg tomou notas ao longo de quase uma hora de perguntas, de forma atenta e séria, e só teve de pedir para repetir uma das questões, algumas das quais foram feitas na língua original dos eurodeputados e traduzidas para inglês por tradutores. Para s respostas, e alegando a pressão do tempo, o criador do Facebook optou por responder por temas de questões, o que não agradou aos eurodeputados que exigiram que as respostas sejam apresentadas de forma individualizada, por escrito, afirmando que algumas perguntas muito importantes ficaram por responder.
Nota da Redação: a notícia foi atualizada durante a audição com os eurodeputados. Última atualização 19h23.
