Phishing, ransomware e fake news: as muitas ameaças que se escondem dentro do mundo digital
Maio 17, 2021Vivemos rodeados de tecnologia. Será que está na hora de fazer um detox digital?
Maio 17, 2021A Europol realizou um seminário em Portugal onde deixou um alerta sobre o crescimento de armas fabricadas em casa através de impressoras 3D. A PSP, segundo avança o JN, confirma esta nova “ameaça emergente” e com tendência a crescer. Durante a revelação deste caso, a Europol mostrou uma arma impressa a 3D que fui utilizada no atentado a uma sinagoga em 2019 na Alemanha, e já apreendeu outras três este ano na Finlândia.
Segundo é avançado, o custo de uma arma impressa em 3D pode custar menos de mil e até 3.000 euros, considerando o valor do equipamento por cerca de 200 euros e o material de plástico utilizado no fabrico compra-se por 20 euros ao quilo. Já as instruções e programas de impressão podem ser acedidos a partir da internet. Há vídeos a explicar como se produzem armas semiautomáticas com capacidade de usar munições de calibre militar, disponibilizados por grupos que defendem o uso de armamento de forma livre e não controlada. Foi mesmo partilhado online uma arma batizada de FGC-9 (Fuck Gun Control 9 mm) pelo grupo digital radical conhecido como Deterrence Dispensed, que pode ser construída por alguém que tenha conhecimentos mínimos sobre armamento.
Apesar de ainda não terem sido detetadas em Portugal, a PSP e a Europol deixam a garantia de que esta tendência já começa a alastrar-se pela Europa. As armas não têm número de registo e são praticamente impossíveis de rastrear. E as autoridades referem que estas armas são cada vez mais sofisticadas e perigosas, depois do primeiro modelo que surgiu em 2013.
Ainda assim, existe perigo para quem utiliza este tipo de armas “artesanais”, já que a força de disparo pode fazer a arma desmanchar-se e as altas temperaturas podem amolecer os materiais. Também foi destacado a venda de granadas, que podem custar menos de cinco euros por unidade, detetadas nos Balcãs.
