Tecnologias quânticas portuguesas reforçam infraestrutura europeia de defesa militar
Fevereiro 12, 2025Pais ganham novas ferramentas de controlo parental no Google Family Link
Fevereiro 12, 2025Astrónomos do Instituto Max Planck, na Alemanha, anunciaram a descoberta de Quipu, a maior estrutura conhecida do universo. Esta colossal rede cósmica, composta por quase 70 superaglomerados de galáxias, estende-se por 1,4 mil milhões de anos-luz, tornando-se o maior objeto alguma vez identificado.
O nome “Quipu” inspira-se no antigo sistema de contagem inca, que usava cordas com nós. A escolha deve-se à semelhança visual entre os filamentos da estrutura cósmica e os cordões do instrumento inca.
Com um comprimento equivalente a 13 mil vezes o da Via Láctea, Quipu desafia as noções tradicionais sobre a uniformidade do universo em escalas vastas, como postuladas pelo princípio cosmológico.
A descoberta recorreu a dados do satélite ROSAT, especializado na deteção de estruturas cósmicas em raios-X. Um algoritmo foi essencial para identificar ligações entre aglomerados galácticos, revelando a surpreendente magnitude de Quipu. Apesar de sua grandeza, a estrutura pode ser transitória, com algumas partes a dispersarem devido à expansão do universo.
Quipu supera outras superestruturas famosas, como a Grande Muralha Sloan e o superaglomerado Laniakea. Contudo, a sua descoberta levanta novas questões sobre a formação e evolução do cosmos.
Alguns cientistas sugerem que estas superestruturas podem violar pressupostos fundamentais da cosmologia, enquanto outros defendem que a uniformidade pode ser confirmada, ao analisar o universo em escalas ainda maiores.
Além disso, a força gravitacional de Quipu pode curvar a luz, criando lentes gravitacionais que afetam observações astronómicas, e influenciar o fundo cósmico de micro-ondas, a radiação remanescente do Big Bang.
Apesar das incertezas, a descoberta de Quipu é um marco na exploração do cosmos, destacando a complexidade e a grandiosidade do Universo. Liderada por Hans Böhringer, o estudo foi publicado no servidor arXiv e deverá fomentar novos debates sobre a estrutura cósmica em escalas inimagináveis.
