Google reforça segurança do Android para inutilizar smartphones roubados
Maio 14, 202574% dos leitores do TEK ainda não têm um kit preparado para emergências como um apagão
Maio 14, 2025O Telescópio Espacial James Webb captou imagens inéditas de auroras de Júpiter. Na Terra, o fenómeno das auroras boreais/austrais, acontece quando partículas de energia trazidas por ventos solares são atraídas para o campo magnético da Terra, perto dos polos, e interagem com a camada superior da atmosfera. É a colisão com os átomos gasosos da atmosfera que dá origem ao espetáculo de luzes com tons verdes e vermelhos.
No maior planeta do sistema solar, o mecanismo é idêntico, mas às partículas do vento solar, oriundas também de tempestades solares, acrescentam-se partículas que vêm dos vulcões da lua Io, aumentando a quantidade de energia envolvida no fenómeno e a sua espectacularidade e levantando novas questões aos cientistas.
Clique nas imagens para ver com mais detalhe
[photo-gallery id=”417860″ thumbnails=”417861,417862,417863″ layout=”linear”/]Acredita-se que isto acontece por causa da intensidade do campo magnético do gigante Júpiter, que consegue atrair partículas das “redondezas”, incluindo as partículas lançadas para o espaço pela sua lua em órbita, a Io, conhecida pelos seus muitos e grandes vulcões.
O campo magnético de Júpiter atrai estas partículas e acelera-as, fazendo com que atinjam a atmosfera do planeta com grandes quantidades de energia e tornando o momento da interação num fenómeno mais espetacular e com uma cadência muito diferente daquela que é possível observar na Terra.
As novas observações foram realizadas no final do ano de 2023, no dia de Natal, e os resultados foram agora divulgados num paper de Jonathan Nichols, da Universidade de Leicester (UK), que dirige a equipa de investigadores que estudou as imagens captadas pela Câmara de Infravermelho Próximo (NIRCam) e pelos sensores ultravioleta do telescópio.
“Queríamos ver com que rapidez as auroras mudam, esperando que elas se apagassem e acendessem lentamente, talvez ao longo de cerca de quinze minutos. Em vez disso, observamos luzes a borbulhar por toda a região, por vezes variando de intensidade a cada segundo”.
Os instrumentos do James Webb permitiram ir mais longe nestas observações do que alguma vez tinha sido possível com o telescópio Hubble. Em 2022 já havia registos de observações de auroras de Júpiter. Na comparação, percebeu-se que “a luz mais brilhante observada pelo Webb não tinha um equivalente real nas imagens do Hubble”, como relata a ESA.
Veja o vídeo
A descoberta ainda não tem uma resposta certa e cabe mal nas teorias existentes sobre a formação de auroras, porque teoricamente uma combinação de partículas capaz de atingir a atmosfera com aquela intensidade não se julgava possível.
Veja o vídeo
A sensibilidade do telescópio Webb permitiu agora aos astrónomos aumentar a velocidade do obturador e perceber que há caraterísticas destas auroras que variam rapidamente. Os dados vão ser importantes para perceber melhor como é que a atmosfera superior de Júpiter é aquecida e arrefecida e compreender as diferenças com o fenómeno das auroras boreais na Terra.
