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Junho 30, 2021A solidão e o isolamento são uma realidade para muitos idosos. Mas há um novo projeto onde têm a possibilidade de darem a conhecer como é que o mundo digital os poderia ajudar a sentirem-se menos sozinhos.
O projeto europeu MOAI Labs, com a presença da Universidade de Aveiro (UA) através da unidade de investigação CINTESIS, já tem um grupo de idosos a trabalhar lado a lado com investigadores para juntos encontrarem ferramentas digitais para fazerem face à solidão.
Os Laboratórios de Inteligência Coletiva e Tecnologia Social e de Saúde para combater o isolamento e a solidão das pessoas idosas vão usar uma metodologia chamada Living Labs para caracterizar a solidão e o isolamento dos mais velhos, perceber os desafios que vivem e, com eles, criar soluções digitais que ajudem a promover a sua participação social.
Em comunicado, Sara Guerra, investigadora do CINTESIS que, a par dos investigadores Liliana Sousa e Oscar Ribeiro, coordena o projeto no terreno explica que a equipa responsável “já recrutou um grupo de pessoas com 60 ou mais anos que se sentem sozinhas ou que vivem isoladas e que, ao longo de alguns meses, irão partilhar a sua perspetiva sobre estes fenómenos e orientar o desenho de soluções digitais que possam ajudar a responder aos desafios que vivem”.
Clique nas imagens para ficar a conhecer as sessões do projeto MOAI Labs
[photo-gallery id=”253122″ thumbnails=”253126,253127,253128,253129,253130″ layout=”linear”/]A investigadora detalha que as primeiras sessões de cocriação “têm como objetivo a partilha de perspetivas, em profundidade, sobre o significado de solidão, e como é vivida e sentida, explorar os diferentes fatores que podem contribuir para que uma pessoa se sinta sozinha e aprofundar as suas experiências sobre os diferentes tipos de solidão”.
Já as sessões seguintes servirão para explorar necessidades, desafios e soluções, com recurso a ferramentas de codesign e, por fim, para a prototipagem das inovações tecnológicas identificadas. As sessões do Living Lab português estão a decorrer no Instituto Superior de Serviço Social do Porto (ISSSP), um dos parceiros da equipa portuguesa, e vão prolongar-se até janeiro de 2022.
Para além do Living Lab português, o projeto conta com mais dois Living Labs em Espanha e dois em França, que já iniciaram também as primeiras sessões de cocriação. O objetivo é criar o primeiro laboratório europeu transnacional dedicado à investigação, desenvolvimento e inovação para responder a situações de solidão e o isolamento social dos adultos mais velhos, criando soluções inovadoras com grande impacto social.
