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Abril 27, 2022Depois de proibir o Facebook e o Instagram, acusando as redes sociais de desenvolverem “atividades extremistas”, a Rússia multou a Meta por alegadamente disseminar aquilo que considera ser “propaganda LGBT”.
A AFP avança que além da empresa liderada por Mark Zuckerberg, cuja multa equivale a perto de 53.500 dólares, também o TikTok foi condenado a pagar uma multa equivalente a 26.755 dólares por não remover da sua plataforma conteúdos vistos como “propaganda LGBT”.
Recorde-se que, em 2013, o governo russo aprovou uma lei que proíbe a promoção de relações que não sejam heterossexuais junto de menores de idade, considerando esse tipo de conteúdo como “propaganda”.
O país baniu também a realização de marchas do orgulho LGBT e em 2020, uma emenda à sua constituição proibiu casamentos entre pessoas do mesmo sexo, numa lei assinada formalmente no ano seguinte e que impede também casais do mesmo sexo de adotarem crianças.
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Desde o início da invasão russa à Ucrânia, as redes sociais e plataformas online utilizadas para divulgar informação sobre o conflito têm estado debaixo de fogo. Ainda na semana passada, um tribunal russo multou a Alphabet, dona do YouTube e da Google, por causa dos dois serviços alegadamente “disseminarem informação falsa” sobre o conflito na Ucrânia.
No caso do YouTube, está em questão a publicação de vídeos da autoria de grupos ucranianos supostamente de extrema-direita, como o polémico esquadrão Azov. Nos conteúdos divulgados pela Google, a justiça russa encontrou informação alegadamente falsa sobre perdas militares russas na guerra e ataques a civis ucranianos.
No início de abril o regulador russo de comunicações exigiu à Wikipedia que pusesse fim à “publicação de informação falsa” sobre o que Kremlin denomina “operação militar especial” da Rússia na Ucrânia.
