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Novembro 25, 2024Com o ano de 2024 quase a terminar, o serviço de estatísticas da União Europeia lançou uma análise comparativa, com dados do ano passado, tendo por base dados de acesso e utilização de internet na região, em zonas rurais e urbanas.
Os números mostram que 95% dos lares europeus em cidades dispõem já de acesso à internet, uma percentagem não muito diferente daquela que foi possível apurar para as áreas rurais (91%). A diferença apurada pelo Eurostat é de 4,4 pontos percentuais, refletindo uma tendência que se tem verificado de ano para ano, da diminuição deste gap. Em 2013, por exemplo, as duas realidades estavam separadas por 9,7 pontos percentuais.
[photo-gallery id=”402732″ thumbnails=”402733,402734,402735,402736,402737,402738,402739,402740,402741″ layout=”linear”/]Por países há alguns destaques nestes indicadores, entre eles a Portugal e não pelas melhores razões. A pesquisa posiciona Portugal como um dos únicos 10 países da UE onde no final do ano passado a internet chegava a menos de 90,0% dos agregados familiares das zonas rurais. Pior que Portugal, onde o acesso à internet em zonas rurais chegava a 79,9% das famílias, só a Grécia (78,5%).
Portugal é também apontado na pesquisa por ser um dos países da União com maior percentagem de pessoas de áreas rurais que não usam a internet todos os dias. No mesmo campeonato, (menos de três quartos dos residentes acedem à internet todos os dias) estão também a Polónia, Croácia, Grécia e Bulgária.
A nível europeu, os dados compilados também mostram que 89% das pessoas com idades entre os 16 e os 74 anos, a residir em cidades, usam smartphones para aceder à internet, uma percentagem que desce ligeiramente nos subúrbios e nas áreas rurais, respetivamente para 86% e 82%. Em Portugal é assim para 75% das pessoas que residem em áreas rurais e para 88% das que moram em cidades.
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Os portáteis são de uso mais comum nas cidades do que em ambiente rural, para aceder à internet (60% vs 49%) e o mesmo se verifica com os tablets. Nas cidades, 33% dos utilizadores de serviços de internet confirmam que o fazem por esta via, em zonas rurais isso acontece com 25%.
Entre vários serviços elencados, os dados do Eurostat mostram ainda que é sempre nas cidades que há um maior acesso à internet para os usar. É assim com o email (83% vs 72%), consulta de notícias (70% vs. 59%) ou acesso a serviços bancários (69% vs. 58%).
Em Portugal a lógica é a mesma, mas mais uma vez longe dos lugares cimeiros. É também isso que acontece, aliás, na tabela que contabiliza a população com um nível básico de competências digitais em cada país. Em Portugal, não vai além dos 43% em áreas rurais e dos 64% em áreas urbanas.
