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Maio 11, 2020A pandemia de COVID-19 não tem um impacto negativo em todos os setores e o 5G deverá ser um exemplo disso mesmo. De acordo com a mais recente estimativa da Ericsson, o número de utilizadores de 5G em todo o mundo deverá chegar aos 2,8 mil milhões até 2025, com a nova crise de saúde pública a ajudar a explicar este crescimento em relação aos últimos dados divulgados.
De acordo com a Reuters, os números foram avançados pelo diretor de marketing estratégico da Ericsson, Patrik Cerwal, num dos três eventos online que a empresa está a realizar esta segunda-feira. No entanto, o representante não deu a conhecer mais detalhes em relação às informações que disponibilizou.
De qualquer forma, os números agora divulgados correspondem a um aumento, quando comparados com os 2,6 mil milhões de assinantes estimados em novembro de 2019. Na altura, a edição do Ericsson Mobility Report já revia em alta as previsões, falando numa cobertura da rede de 5ª geração que iria abranger 65% da população mundial, gerando 45% da totalidade do tráfego global de dados móveis.
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Dando início ao conjunto de três eventos online, o CEO da Ericsson, Börje Ekholm, destacou ainda a importância das redes durante tempos de crise e a oportunidade de repensar sobre o seu papel no futuro. “Com a COVID-19, as redes de telecomunicações fixas e móveis tornaram-se uma parte ainda maior na infraestrutura crítica, demonstrando a importância da qualidade das redes”, afirmou o CEO da Ericsson.
E é precisamente aqui que entra o 5G, ao oferecer aos provedores de serviços a oportunidade de obterem vantagens em relação aos concorrentes. “Já estamos a ver sinais precoces de provedores que estão a monitorizar a oportunidade em relação à 5ª geração móvel”, explicou Börje Ekholm, que destacou a importância do 5G.
“Enquanto o 4G trouxe a economia de aplicações, o 5G será a maior plataforma de inovação aberta de todos os tempos”, garante o CEO da Ericsson
A importância de garantir a igualdade no acesso ao 5G
O representante da empresa reforçou ainda a necessidade da igualdade de acesso à 5ª geração. “Os governos devem garantir que todos os cidadãos e empresas desfrutem dos benefícios da era 5G de forma igual”, considerou.
A próxima e última sessão online decorreu às 18h00 de Lisboa, numa altura em que Portugal voltou a ter “condições” para retomar os trabalhos em relação à TDT e ao 5G. De recordar que a pandemia de COVID-19 levou a Anacom a suspender o processo de migração da rede TDT em meados de março e a consulta pública do leilão do 5G.
Mais recentemente, na semana passada, soube-se que os Estados Unidos estão a definir um novo conjunto de regras que permitirá às empresas norte-americanas colaborar com a Huawei na definição de padrões para o 5G. O documento precisará ainda da “luz verde” de outras agências do Governo e, para já, não há uma data certa em relação à aprovação final.
