Meta reforça Metaverso e desenvolve um supercomputador só para pesquisas de Inteligência Artificial
Janeiro 24, 2022Como funcionam os Selos de Maturidade Digital? Novo webinar gratuito quer explicar tudo
Janeiro 24, 2022“O relatório identifica os atrasos na implantação das redes 5G e suporta a nossa opinião de que os esforços para a implantação das redes 5G devem ser intensificados. Embora a cobertura de 5G tenha aumentado de 14% da população em 2020 para mais de 20% em 2021, excedendo mesmo 50% em vários Estados-membros, isto está longe de ser o ideal”, admite fonte oficial do executivo comunitário em resposta escrita enviada à agência Lusa.
No dia em que o TCE revela um relatório demonstrando precisamente que o desenvolvimento do 5G está atrasado e não estão salvaguardados requisitos de qualidade e de segurança na proteção dos dados, a fonte da Comissão Europeia lembra que, “embora o relatório avalie o apoio da UE ao nível nacional, a implantação de 5G está sob a autoridade dos Estados-membros”.
Ainda assim, de forma a responder a estas lacunas, “a Comissão está a rever a sua caixa de ferramentas regulamentares para facilitar a implantação”, precisa a mesma fonte, aludindo à diretiva de redução dos custos da banda larga, a orientações sobre cooperação horizontal, incluindo acordos de partilha de rede e as orientações sobre auxílios estatais para a banda larga.
No que toca aos problemas de cibersegurança relacionados com estas redes, a instituição garante estar “muito atenta ao reforço da segurança das redes 5G”.
“Desde janeiro de 2020, a esmagadora maioria dos Estados-membros pôs em prática as medidas de mitigação de riscos da caixa de ferramentas da UE e, com base nisso, a maioria conseguiu proteger as partes mais sensíveis das redes contra fornecedores de alto risco”, adianta a fonte do executivo comunitário à Lusa.
[related-post id=”282895″ post_type=”post” /]
No relatório, o TCE especifica que os atrasos se devem a falhas no cumprimento dos prazos para transposição do Código Europeu de Comunicações Eletrónicas, que deveria ser adotado para legislação nacional dos países até 21 de dezembro de 2020, bem como a demora na atribuição de faixas pioneiras para as frequências.
Acrescem lacunas na cibersegurança por os principais fornecedores estarem sediados em países terceiros – como a Huawei (China) e a Samsung (Coreia do Sul) –, cuja legislação pode divergir das normas da UE, nomeadamente na proteção de dados pessoais.
No que toca às metas comunitárias, a auditoria do TCE admite que apenas 11 Estados-membros deverão alcançar o prazo estabelecido pela Comissão de ter cobertura 5G nas áreas urbanas até 2025 e Portugal não é um deles, já que a previsão para o país é só média-alta.
Assumido como uma prioridade europeia desde 2016, o desenvolvimento do 5G na UE tem vindo a ser mais demorado do que previsto, o que levou os 27 a falharem a meta intermediária conjunta estipulada pela Comissão Europeia, que previa que, até final de 2020, esta tecnologia estivesse presente em pelo menos uma cidade por Estado-membro.
[related-post id=”187503″ post_type=”post” /]
Da lista de países que não atingiram este objetivo constam Portugal, Chipre, Lituânia e Malta. No plano de ação lançado em 2016, Bruxelas estipulou ainda que, até 2025, haja uma cobertura mais abrangente de 5G, incluindo todas as áreas urbanas e vias terrestres principais.
Quanto à segurança, a Comissão Europeia aconselhou, numa caixa ferramentas divulgada em janeiro de 2020, os Estados-membros da UE a aplicarem “restrições relevantes” como a exclusão aos fornecedores considerados de “alto risco” para a segurança no 5G, embora rejeitando referir-se à Huawei, fabricante chinesa que tem vindo a ser acusada de espionagem pelos Estados Unidos.
