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Janeiro 17, 2018Televisão digital gratuita está aquém das expetativas
Janeiro 17, 2018Uma das empresas fornecedoras da Apple foi recentemente identificada pelas condições de trabalho que oferece aos seus colaboradores. Num relatório elaborado pela China Labor Watch, a Catcher Technology, que produz produtos para a Apple na região de Suqian, é destacada pela negativa. Os factores são vários. Turnos ininterruptos de 10 horas, em que os trabalhadores são obrigados a manter-se de pé durante todo o tempo, e exposição a gases e líquidos tóxicos são apenas alguns dos tópicos identificados.
Segundo a organização, esta empresa tem uma fábrica encarregue de produzir componentes para os MacBooks e a estrutura exterior do iPhone. Nas linhas de montagem, os trabalhadores não usam óculos de proteção nem abafadores de ruído embora trabalhem em condições que assim o exigem. Durante o corte dos materiais, por exemplo, o barulho chega a atingir os 80 decibeis, um valor que pode danificar a audição após exposições superiores a 8 horas seguidas.
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De acordo com a China Labor Watch, o chão da fábrica está frequentemente coberto de óleos que provocam quedas constantes aos trabalhadores e a comida servida no refeitório tem provocado casos de diarreia.
Note que, em prol dos lucros, estes trabalhadores auferem um salário pouco superior a 300 dólares, o que dá cerca de 1,38 dólares por cada hora de trabalho – a semana laboral chega a durar 55 horas em alguns casos.
O relatório adianta ainda que se um trabalhador apresentar demissão, a empresa pode pressioná-lo a ficar, não dando início ao processo de rescisão. Há ainda registos de trabalhadores que saíram sem receber o salário que lhes era devido.
Apesar de estar previsto nos contratos, os trabalhadores não recebem pelas horas extraordinárias e são obrigados a compensar as folgas tiradas a meio da semana.
O documento diz que há registos de trabalhadores que começaram a sofrer problemas de audição, dores nos olhos e visão turva.
A Bloomberg escreve que a maioria destes trabalhadores são recrutados através de agências de emprego em zonas rurais da China e que, sem sindicatos ou outras formas organizadas de contestar os atos da empresa, os empregados não têm outra hipótese senão coadunar com o que lhes é imposto.
Em resposta a estas alegações, a Apple respondeu que não foram encontradas quaisquer violações ao seu código de conduta após uma visita à fábrica e à entrevista de 150 trabalhadores daquela empresa.
