Amazon cria pulseira para melhorar produtividade dos trabalhadores
Fevereiro 6, 2018Sucesso! Voo inaugural do Falcon Heavy abre nova era na indústria da exploração espacial
Fevereiro 6, 2018O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, declarou que o que está a acontecer em Coruche mostra que as empresas “estão com mais confiança, estão a investir, a crescer, a criar empregos”.
“O que conseguimos em dezembro do ano passado, e sabemos agora, uma taxa de desemprego abaixo dos 8%, que já esteve nos 17%, e continua a descer, é prova do trabalho de todas estas empresas que ganharam confiança e estão hoje a investir e das que em 2017 fizeram as exportações portuguesas atingir um recorde e crescer 11,5%”, declarou aos jornalistas no final da conferência.
Com uma capacidade para produzir 100 mil unidades por mês para clientes europeus e portugueses, 95% da produção da unidade de Coruche tem como destino a exportação, o que, segundo Tito Cardoso, CEO da Iki Mobile, “poderá fazer com que os cerca de 5% do total que temos vendido em Portugal, diminua, uma vez que temos estado a vender muito mais para o resto do mundo”.
[photo-gallery id=”119422″ thumbnails=”119435,119424,119425,119426,119427,119428,119429,119430,119431,119432,119433,119434,119438″ layout=”linear”/]
E, numa altura em que a tendência das grandes tecnológicas é a procura dos mercados orientais, o executivo explica que o se pretende com este movimento contra-corrente é “descentralizar, centralizando, uma vez que existe um conjunto de players ansiosos por ter uma alternativa aos mercados asiáticos”.
“É aqui que Portugal vai ficar a ganhar porque temos que ser diferentes. Existem muitos clientes que querem mudar, não querem ir sempre aos mesmos sítios, não querem negócios “one shot” e querem ganhar parceiros”, esclarece.
Em declarações ao SAPO TEK, Tito Cardoso, defende que “a mão de obra na China não é assim tão barata e Portugal tem uma mão de obra interessante, produtiva, que trabalha bem e que é empenhada. Temos que aproveitar isso porque, se calhar, com mão-de-obra portuguesa conseguimos produzir o dobro e, consequentemente, conseguimos ser mais competitivos”.
E é apostando numa diferenciação pelo design e pela integração de materiais nobres e tradicionais, como a cortiça, que o CEO da empresa quer “ajudar a colocar a tecnologia portuguesa em todos os cantos do mundo”, fazendo-o já no final deste mês, no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona.
“No ano passado, no meio de mais de três mil stands, conseguimos trazer o 2º prémio de melhor design, o que foi uma surpresa, mesmo sabendo que o design nacional é muito bom. Para este ano, levamos novidades e vamos ter uma surpresa no MWC, mas ainda não podemos divulgar”.
