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Janeiro 22, 2025Portugal mostra uma postura mais cautelosa face ao impacto transformador da inteligência artificial generativa, de acordo com o recente estudo “Global GenAI Report: How organizations are mastering their GenAI destiny in 2025”, conduzido pela NTT Data. Enquanto a maioria dos gestores no mundo vê a IA generativa como uma força disruptiva de mudança para os próximos anos, os dados para Portugal indicam um otimismo moderado, acompanhado por desafios específicos e preocupações distintas.
A nível global, 70% dos CEO antecipam transformações significativas impulsionadas pela GenAI até 2025. Em contraste, em Portugal este número desce para 54%, evidenciando uma visão mais conservadora quanto ao ritmo e amplitude da mudança. Além disso, apenas 62% das empresas portuguesas reportam ter uma estratégia clara de IA generativa, significativamente abaixo da média global de 83%.
Um dos principais desafios destacados em Portugal é a falta de competências dos colaboradores para lidar com esta tecnologia. Globalmente, 67% dos líderes reconhecem este problema, mas no caso português, o número sobe para preocupantes 87%.
Veja na galeria mais dados sobre o estudo:
[photo-gallery id=”401842″ thumbnails=”401843,401844,401845,401846,401847,401848,401849,401850,401851,401852″ layout=”linear”/]A resistência dos utilizadores às soluções de IA generativa emerge como outro obstáculo relevante no país, contrastando com o panorama global, onde a necessidade de formação lidera a lista de dificuldades.
Portugal também apresenta diferenças nos casos de aplicação da tecnologia. Embora a recomendação de serviços personalizados e a gestão de conhecimento sejam alinhadas com as tendências globais, os líderes portugueses dão maior ênfase ao design e desenvolvimento de produtos/serviços, bem como à automação de processos.
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No que diz respeito à ética e segurança, Portugal apresenta lacunas significativas. Enquanto 81% dos líderes globais reconhecem a necessidade de equilibrar inovação com responsabilidade, apenas 69% dos líderes portugueses partilham desta visão. Além disso, 96% das empresas em Portugal admitem não possuir políticas claras sobre o uso de GenAI, incluindo diretrizes para proteção de propriedade intelectual, um número consideravelmente acima da média global de 72%.
O ceticismo reflete-se também no entusiasmo perante o potencial da tecnologia. Apenas 46% dos líderes em Portugal sentem-se “entusiasmados” ou “impressionados” com a GenAI, em comparação com 68% globalmente.
Apontada por 82% dos inquiridos a nível mundial como um entrave à inovação, a incerteza regulatória é ainda mais acentuada em Portugal, onde 96% dos líderes expressam preocupações sobre a clareza das regulamentações.
