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Fevereiro 9, 2018A conclusão é de um relatório preliminar da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que voltou a avaliar o sistema de ensino superior e ciência do país em 2017.
Segundo a Organização, para que Portugal atinja a meta de um investimento em Investigação e Desenvolvimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030, este deve crescer cerca de 100 milhões de euros por ano, nos próximos 12 anos.
Ao Público o ministro da ciência e ensino superior reconhece que este nível de investimento “não tem precedentes no país” mas é “alcançável”, apesar de, segundo o diretor adjunto para a Ciência da OCDE, Dominique Guellec, este ser um cenário que só aconteceu em “casos raros”, como os da Islândia, Irlanda ou Estónia.
Também os privados devem quadruplicar o investimento em I&D, sendo necessário que as empresas criem 25 mil novos postos de trabalho qualificado até 2030, ou seja, dois mil por ano.
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No entanto, a OCDE defende que, apesar de um maior investimento ser uma resposta importante, não é suficiente para resolver a falta de estratégia concertada para ciência, inovação e ensino superior que Portugal tem.
A Organização defende outras reformas, como a definição de uma Estratégia Nacional de Conhecimento e Inovação, com orientações claras, de longo prazo e que sirva de documento orientador para as instituições de ensino superior.
Os peritos internacionais também sugerem a criação de uma nova fórmula de financiamento para o ensino superior, que substitua a atual, criada em 2006 e que, segundo o relatório, é complexa e opaca.
A solução proposta é de que o Estado canalize 80% do dinheiro disponível para atividades centrais das instituições de ensino e investigação, reservando outros 15% para serem decididos com base em indicadores de performance (como o número de diplomados).
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Os restantes 5% devem ser definidos com base num acordo plurianual entre cada universidade ou instituto e a tutela, que seja capaz de promover reformas dentro da instituição ao nível da sua oferta formativa ou ligação com as empresas, por exemplo.
O relatório final da OCDE sobre o estado do sistema científico, de ensino superior e inovação em Portugal será publicado na primavera.
