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Junho 24, 2022A Motorola Solutions apresentou esta semana diversos equipamentos de comunicações críticas para ajudar as forças de intervenção no terreno, mas sobretudo a criação de um ecossistema composto também por serviços e software. O assunto tornou-se bastante relevante nos últimos dois anos, não só com as necessidades geradas pela pandemia, como também a guerra na Ucrânia, que colocaram à prova as capacidades dos sistemas de comunicação.
O SAPO TEK teve oportunidade de colocar algumas questões a Sergio Redomero-Gonzalez, diretor de vendas do Sul da Europa da Motorola Solutions, relativamente à sua presença no mercado português e o balanço feito durante o tempo da pandemia dos seus sistemas. Também se abordou o tema do SIRESP e das mudanças que se esperam com o concurso público anunciado ontem pelo Governo. De recordar que o SIRESP vai ter um orçamento de 150 milhões de euros para os próximos cinco anos, sendo que metade desse valor será introduzido num concurso público internacional.
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Sergio Redomero disse ao SAPO TEK que tem um contrato com o Governo português até 2026, pretendendo introduzir no mercado português as soluções que foram anunciadas. No entanto, salientou que a empresa tem feito diversas aquisições nos últimos cinco anos e em Lisboa deu-se um dos maiores negócios para o seu ecossistema: a aquisição da Avigilon, tendo participação em help desk, treino, com muitas pessoas a trabalhar na capital portuguesa. Destaca ainda que dobrou as suas operações no país nos últimos anos.
Relativamente ao SIRESP, oferecem os seus serviços, mas a sua ligação atual é feita através da Altice Portugal, com a qual tem contrato de suporte até dezembro de 2022. Sobre o futuro da sua ligação com a rede de emergência portuguesa, Sergio Redomero rematou para a conferência de imprensa dada pelo Governo esta semana, antevendo que deverá passar pelo concurso internacional anunciado.
De recordar que em maio o governo criou um grupo de trabalho liderado por oficiais militares para preparar a abertura dos procedimentos do concurso necessários para o desenvolvimento do SIRESP. No despacho, é referido um novo modelo transitório de gestão e modernização da rede, para tal, a SIRESP vai receber 26 milhões de euros de indemnização compensatória para gerir a infraestrutura durante 2022. O valor vai garantir o correto funcionamento da rede e respetivos equipamentos até nova transição, após o concurso internacional. O Estado comprou por 7 milhões de euros a parte dos operadores privados, Altice e Motorola Solutions, no SIRESP, ficando com 100% da empresa. A transferência foi feita em dezembro de 2019.
Fazendo um balanço destes dois anos de pandemia e agora a guerra na Ucrânia, destaca que a empresa tem como missão ajudar as pessoas nos momentos necessários e que de facto o tema das comunicações críticas é mais relevante do que nunca, sobretudo desde o início da pandemia.
Diz que recebeu muitos pedidos dos seus clientes para ajudar a servir a população, sejam as forças policiais, ambulâncias, etc., mas Sergio Redomero destaca a capacidade de providenciar as respetivas soluções em tempo recorde. E que tem recebido um feedback muito positivo dos mesmos, chegando à conclusão que as redes e as soluções que disponibilizamos de segurança são mais importantes do que nunca, têm de estar atualizadas a tempo, porque “nunca sabemos quando as nossas soluções vão ser necessárias, certo?”
Por outro lado, também refere a rápida digitalização dos processos dos seus clientes, sobretudo a nível da comunicação “e nós somos parte desse processo”.
Questionado sobre a posição da empresa no que diz respeito aos assuntos dos metadados, cujas novas leis estão a ser discutidas entre o Governo e partidos da oposição, a Motorola Solutions diz que cumpre sempre com a legislação do RGPD, mas de qualquer forma não são donos dos dados e que apenas providenciam as soluções necessárias para os tratar, sendo os seus clientes que gerem a informação. “Apenas nos adaptados à legislação em vigor”.
A questão trazida pelo painel de discussão sobre as tendências das comunicações críticas, trouxe à tona a sensibilidade sobre o uso de câmaras de vigilância e drones a ajudar as forças de segurança e como estes eram percecionadas pela população com alguma preocupação. Questionado como a empresa mitiga a relação da tecnologia com a população, Sergio Redomero afirma que “se perguntarmos sobre este este assunto há seis ou sete anos, que iriamos ter câmaras nas ruas, provavelmente a adoção teria um impacto negativo na opinião pública, mas o que vemos agora pelos nossos clientes e pessoas é que estas entendem que não se trata de algo para as controlar, mas sim proteger”.
Afirma que estamos a ver cada vez mais produtos nas cidades, câmaras para garantir que estas são mais seguras. Por isso, nesse sentido, afirma que as empresas e pessoas mudaram a sua perspetiva sobre o assunto e que a tecnologia serve para a proteger, sendo essa a grande mudança.
Veja na galeria alguns produtos anunciados pela Motorola Solutions:
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E será que a empresa considera que foi testada nestes dois anos? “Avaliando o que dizem os nossos clientes, achamos que estivemos bem, as mensagens de agradecimento por termos oferecido tudo o que era necessário num curto período de tempo ajudou-nos a receber esse bom feedback. Obviamente que existe sempre espaço para melhorar, mas o feedback é muito positivo e estamos muito felizes”.
