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Agosto 17, 2020Os mais recentes dados da Eurospace revelam que, em 2019, as vendas da indústria aeroespacial europeia superaram os 8,7 mil milhões de euros, tendo gerado, ao todo, 47.895 postos de trabalho a tempo inteiro. O valor representa um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior.
Embora a sua realização tenha sido afetada pela pandemia de COVID-19, resultando numa publicação mais tardia do que o habitual, o relatório anual detalha que são três grupos os responsáveis por cerca de metade de todos os postos de trabalhos gerados em 2019. Em primeiro lugar está a Airbus, com 25,02%, seguindo-se a Thales, com 17%, e o ArianeGroup, com 9,01%.
[photo-gallery id=”211967″ thumbnails=”211968,211969,211970,211971,211972,211973,211974″ layout=”linear”/]Entre as empresas da indústria aéreo espacial europeia que mais emprego geraram destaca-se também a GMV, a multinacional que já está em Portugal há mais de 20 anos. Além de representar 2,06% dos postos de trabalho criados em 2019, a empresa avança em comunicado que conseguiu aumentar em 30% a sua faturação relativamente ao ano anterior, ultrapassando os 140 milhões de euros.
No que toca à atividade espacial entre 2015 e 2019, a Europa posiciona-se como a quarta potência espacial, com 10% de todos os lançamentos e 11% de todos os veículos espaciais produzidos. O “pódio” é liderado pelos Estados Unidos, com 40% de todos os lançamentos e 41% da produção de veículos espaciais. No segundo e terceiro lugares estão a China e a Rússia.
A 24ª edição do relatório anual da Eurospace indica que as vendas da indústria espacial europeia estão associadas a clientes institucionais, representando 71% do volume total. Já os clientes privados representam 29% das vendas.
Entre os principais clientes institucionais estão a ESA, as agências nacionais, a Eumetsat, as Forças Armadas e a Comissão Europeia. Ao todo, os programas institucionais geraram 5,5 mil milhões de euros em receitas na indústria europeia.
Os programas da ESA, por exemplo, continuam a ser a principal fonte de receitas para a indústria europeia, gerando 2,8 mil milhões de euros e representando 51% das receitas do sector. As receitas dos programas nacionais, sejam civis ou militares) também continuaram a crescer em 2019, alcançando os 1,7 mil milhões de euros e totalizando 30% das receitas do sector.
Os programas da União Europeia, em especial o Copernicus e o GNSS (Global Navigation Satellite System) representaram 800 milhões de euros, ou 15% das receitas. As receitas dos segmentos comerciais e de exportação quase recuperaram o seu nível de 2017 após uma queda profunda em 2018, alcançando 37% do total da indústria.
