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Outubro 17, 2023Há casos de sucesso e de insucesso na abordagem de startups e empreendedores ao mercado norte americano, mas as oportunidades que existem são grandes. E conseguir financiamento nos Estados Unidos é uma forma de poder reinvestir em Portugal, como defenderam hoje Teresa Fiúza, vice-presidente da Portugal Centures e Filipe Santos Costa, presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, durante um debate no Portugal Digital Summit que este ano decorre a 17 e 18 de outubro na Exponor.
Os Estados Unidos são o país convidado deste ano na edição da conferência promovida pela ACEPI – Associação da Economia Digital e por isso a ligação que existe em termos de facilitação de acesso a fundos de investimento e promoção para a localização das empresas foi um dos temas de destaque do primeiro dia. Conselhos, recomendações e experiências estiveram em destaque, mas também a ideia de que não há que ter medo das startups portuguesas criarem a sua sede ou filiais nos EUA, ou mesmo de serem compradas já que isso também se pode transformar em vantagens para Portugal.
Teresa Fiúza lembrou que Portugal está a fazer um bom trabalho no apoio de startups em fase inicial, mas que ainda há dificuldade de garantir apoio na fase de crescimento. E aqui a ligação aos EUA mostra-se virtuosa.
“É a ‘land of oportunity’, a ‘land of dreams’ e a ‘land of big money‘”. defendeu, explicando que das 150 empresas no portfólio da Portugal Ventures, mais de 40 já têm relações com os EUA, com sede no país ou pessoas a desenvolver negócio. “Existem oportunidades de receber dinheiro à séria, há maior facilidade de acesso aos CEOs”, justifica.
Mesmo assim a vice presidente da Portugal Ventures, que foi criada para desenvolver o empreendedorismo em Portugal, lembra que as oportunidades vêm com responsabilidade e que é preciso que os empreendedores saibam estudar o mercado, a concorrência, as empresas que procuram e saber como falar com esses investidores.
“É um país [os EUA] de muitas primeiras oportunidades e se elas têm continuidade ou não depende da forma como são exploradas”, afirma Teresa Fiúza.
Filipe Santos Costa, presidente da AICEP, reconhece que há casos de sucesso e de insucesso nesta abordagem aos EUA, avisando que é preciso “perceber as regras não escritas”.
Clique para ver imagens dos momentos principais do Portugal Digital Summit’23, registadas pela equipa do SAPO TEK.
[photo-gallery id=”365919″ thumbnails=”365920,365921,365922,365923″ layout=”linear”/]“Apesar de gostarmos muito de ver campeões europeus a desenvolverem-se é preciso perceber porque é que estas regras existem”, refere, apontando as obrigações de criar sede em determinados Estados nos EUA.
A preparação é importante, mas também ultrapassar alguns dogmas. “Fazemos o possível para preparar empreendedores e empresas portuguesas, sem medo de se deslocalizarem EUA porque é ai que elas vão conseguir angariar financiamento que depois possam investir cá”, sublinha.
“Há coisas importantes que funcionam nos dois sentidos. Todos os bons projetos portugueses pensam em inglês e temos um talento que é fator de atração“, afirma o presidente da AICEP.
Do lado da AICEP há uma série de programas de apoio e aceleração nos EUA, com atividade em várias cidades, como São Francisco, Nova Iorque e Chicago, que ajudam as empresas portuguesas a integrarem-se no ecossistema, mas que também promovem Portugal como destino de investimento.
Nesta área Filipe Santos Costa sublinha que a AICEP está muito ativa na angariação de infraestruturas, como os cabos submarinos e a garantia de que os dados são trabalhados em datacenters em Portugal.
O SAPO TEK vai acompanhar os dois dias do Portugal Digital Summit’23, a partir da Exponor. Pode ver todas as notícias aqui e assistir à transmissão em direto do evento.
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