Europa começa a abrir caminho para o 6G e vai abrir calls para investigação
Dezembro 23, 2021Visita guiada revela os pormenores conhecidos de Marte em 10 meses de Perseverance
Dezembro 23, 2021O JP Group, que centraliza as operações da JP Sá Couto, a empresa que desenvolveu e fabricou o computador para a educação Magalhães, está em negociações para a venda do negócio de distribuição ao grupo suíço Also, que já dá a operação como certa.
Num esclarecimento divulgado esta manhã, em reação ao anúncio do grupo suiço, a empresa portuguesa refere que “ao longo dos últimos meses, a JP Sá Couto tem estado em negociações com o ALSO Group para a eventual aquisição da sua unidade de negócio da Distribuição, a jp.di”.
A empresa explica também, citando o CEO do grupo, que “esta é uma potencial oportunidade de assegurar o crescimento da jp.di, permitindo continuar com o excelente desempenho até à data. Este processo permitirá à jp.di alargar o leque de soluções e serviços ao dispor dos seus clientes, mantendo a sua estrutura, cultura e forma de estar”. Quanto à JP Sá Couto, refere-se, manter-se-á em atividade, concentrando-se nos projetos educativos de base tecnológica.
Na nota divulgada mais cedo pela Also, refere-se que o negócio inclui a comercialização da plataforma educacional e da marca de jogos da JP Sá Couto na Europa, complementando as competências e ofertas que a ALSO já tem nestas áreas. A Also refere ainda que o acordo lhe permitirá trazer para Portugal e para os restantes mercados onde a JP Sá Couto chega com a unidade de negócio visada pela operação, as três áreas de negócio que explora e que compreendem serviços de cloud, inteligência artificial e cibersegurança.
“Os revendedores portugueses poderão estabelecer e aumentar o seu negócio de consumo com o Cloud Marketplace da empresa e as plataformas digitais de IoT, cibersegurança ou inteligência artificial. A migração de ofertas educacionais e de jogos para o ALSO Cloud Marketplace (ACMP) irá criar um portefólio melhorado para os clientes finais em todos os países, permitindo uma maior monetização dos Utilizadores Únicos”, diz o comunicado divulgado pela Also.
A nota da Also também cita o presidente da JP, Jorge Sá Couto: “Foi muito importante para nós encontrarmos um novo novo para a maior parte das nossas operações que vai dar continuidade ao que construímos nos últimos 30 anos, enquanto a JP Sá Couto Holding continuará a apostar em projetos de educação em Portugal e em todo o mundo”.
“A Also não só compreende a nossa indústria como a nossa cultura e investe no nosso país e na nossa equipa. Estou ansioso por acompanhar a transformação e integração da nossa empresa, transmitindo os nossos conhecimentos e fazendo da nova entidade uma força a ter em conta em Portugal e no estrangeiro”, acrescenta João Paulo Sá Couto, vice-presidente.
Na mesma nota, Gustavo Möller-Hergt, CEO da Also Holding, sublinha que o negócio vai permitir “aprimorar o nosso ecossistema e criar oportunidades de crescimento adicionais”.
O valor do negócio não foi divulgado. A Also indica apenas que está ainda sujeito a aprovação regulatória e, para deixar uma ideia da dimensão, explica que a operação recai sobre um “país com um Mercado Total Endereçável de 1,5 mil milhões de euros” acrescentando que o ecossistema da JP Sá Couto abrange 3500 revendedores, o que a torna “um dos atores dominantes no mercado”.
[related-post id=”248452″ post_type=”post” /]
A JP divide hoje o negócio em quatro áreas: distribuição (JP.DI, visada neste negócio), educação (JP.Ik), serviços TI e investimento. A educação assumiu-se nos últimos anos como uma das áreas de negócio mais fortes do grupo nortenho, que é também o fabricante dos computadores Tsunami e Magalhães. Este último esteve na base de um programa que levou milhares de computadores para as escolas portuguesas.
O programa português acelerou também a expansão da empresa neste mercado a nível internacional e a JP hoje continua a desenvolver e fornecer soluções educativas. Ainda em maio ganhou um concurso internacional das Nações Unidas para fornecer mais de 47 mil portáteis a alunos na Argentina, num contrato de 10 milhões de dólares.
No esclarecimento hoje divulgado a empresa volta a frisar que “a jp.ik tem sido uma área de grande notoriedade no mercado internacional. Desde o desenvolvimento de hardware pensado para as necessidades dos mais pequenos, passando pela implementação de projetos tecnológicos de grande escala, com vista à digitalização e democratização do acesso à educação, a J.P. Sá Couto continuará a marcar presença no mercado global.”
