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Abril 10, 2012Face aos utilizadores de PCs, quem usa tablets compra mais online, tendo gasto no ano passado uma média de 92,3 euros em compras realizadas através daqueles dispositivos, indica um estudo. O valor médio gasto em compras pelos utilizadores de smartphones foi de 61 euros no mesmo período, enquanto as compras online feitas por quem usa PC fixaram-se, em média, nos 76,5 euros por utilizador.
Da responsabilidade da Compuware, o estudo – que posiciona 75% dos utilizadores de tablets na faixa etária dos 21 aos 54 anos – mostra que para os consumidores dispostos a fazer compras online há alguns aspetos essenciais na eleição de um produto ou de uma loja, como a experiência de utilização.
Cerca de 70% dos utilizadores de tablets tem a expectativa de esperar dois segundos ou menos para abrir uma página, já que para 91% destes internautas estes dispositivos têm de assegurar uma experiência de navegação igual ou mais rápida que a do PC.
Um quinto dos inquiridos no estudo admite, aliás, que perante uma página de carregamento lento desiste de usar o site em questão e procura outro. Já 46% costumam fazer uma segunda tentativa antes de passar a outra opção.
A pesquisa também revela que quase metade dos inquiridos não está disposta a voltar a um site onde tenha tido uma má experiência, resposta avançada por 49% dos inquiridos. Outros 46% adiantam que perante uma má experiência reagem visitando o site da concorrência.
Os números apurados pela Compuware mostram ainda que 41% dos internautas já tiveram problemas para aceder a páginas Web através dos seus tablets. Os mais comuns foram a lentidão no carregamento de páginas, mau funcionamento das páginas ou inadequação ao formato.
As conclusões do estudo sublinham o facto de o número de compradores online estar a aumentar, um crescimento que tira partido do acesso quase permanente dos utilizadores à Internet, graças aos novos dispositivos portáteis. Também mostra que mais tempo online está a criar consumidores mais exigentes.
Em 2015 as previsões indicam que serão vendidos 326 milhões de tablets, valores que mostram um crescimento continuado da utilização destes dispositivos e consequentemente dos serviços que através deles são mais acedidos.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
