Medica AI: Conferência vai debater futuro da Medicina com Inteligência Artificial
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Maio 26, 2025A investigação realizada por uma equipa coreana indica que, embora estes grandes modelos de linguagem (LLM, na sigla inglesa) “demonstrem potencial” para detetar esses riscos, “é essencial melhorar o desempenho e a segurança antes da aplicação clínica”.
A equipa examinou o potencial dos LLM, que são sistemas de inteligência artificial (IA) treinados em grandes quantidades de dados, pelo que são capazes de compreender e gerar linguagem natural. O mesmo potencial é demonstrado pelos embeddings, uma técnica de processamento da linguagem natural que converte a linguagem humana em vetores matemáticos, que também foram analisados pela equipa.
O estudo baseou-se em dados de 1064 doentes psiquiátricos com idades compreendidas entre os 18 e os 39 anos que realizaram uma série de testes de autoavaliação e de frases incompletas.
Os testes de frases incompletas consistem em dar ao paciente uma série de frases inacabadas para completar com a primeira coisa que lhe vem à cabeça e fornecer informações subjetivas sobre, por exemplo, o seu autoconceito ou relações interpessoais.
Os dados foram processados por modelos LLM, como o GPT-4, o Gemini 1.0 Pro ou o Google Deepmind, e por modelos de incorporação de texto, como o text-embedding-3-large OpenAI.
A investigação refere que estes modelos “demonstraram o seu potencial na avaliação dos riscos para a saúde mental”, incluindo o stress e o suicídio, “a partir de dados narrativos de pacientes psiquiátricos”.
Alberto Ortiz, do Hospital Universitário La Paz (Madrid), comentou o estudo, no qual não participou, e salientou que este foi realizado em pacientes que já estão em tratamento psiquiátrico, pelo que a generalização dos resultados para aplicar esta metodologia à deteção de riscos na população em geral “não é possível, de momento”.
Ortiz disse ao Science Media Centre, uma plataforma de recursos científicos, que a aplicação da IA na saúde mental, em qualquer caso, terá de se centrar nas narrativas subjetivas das pessoas, como é feito nesta investigação.
No entanto, considerou que “uma coisa é detetar riscos e fazer rastreios, e outra é tratar pessoas com sofrimento mental, uma tarefa que vai além da aplicação de uma solução tecnológica e em que a subjetividade do profissional é essencial para desenvolver o vínculo terapêutico”.
