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Julho 19, 2019Joshua Browder, um jovem de 22 anos, formado de fresco de Stanford, desenvolveu uma aplicação que poderá ser bastante útil para quem subscreve serviços para experimentar, mas depois esquece-se de cancelar, sendo debitado no mês seguinte a primeira mensalidade, por vezes, sem usufruir do mesmo. Foi o caso do jovem, que teve a ideia depois de descobrir que lhe tinha sido cobrado um ano de ginásio sem ter utilizado para além do período experimental, conforme reporta a Wired.
O seu esquecimento custou-lhe caro, mas deu-lhe a ideia de desenvolver uma aplicação, o Free Trial Card, que simula os dados do cartão de crédito para que possa registar contas de teste sem o medo de expor os dados bancários e eventual cobrança por esquecimento. A aplicação permite registar um nome falso, assim como morada e endereço de email para registar a conta gratuitamente. Assim que o período experimental acaba, este faz o cancelamento automaticamente da conta.
Na prática, poderá utilizar o cartão virtual para subscrever o Netflix e o HBO, por exemplo, e findo o trial, a conta é cancelada sem ser cobrada a mensalidade seguinte. Ainda assim, os utilizadores precisam registar o seu mail real na plataforma DoNotPay, para que lhe sejam encaminhados emails enviados pelas empresas dos serviços que subscreveu. A startup torna-se assim uma espécie de intermediário entre o consumidor e as empresas que prestam os serviços.
Esta não é a primeira solução prática do jovem. Anteriormente, desenvolveu a aplicação DoNotPlay que basicamente é um robot advogado, capaz de ajudar a disputa de multas, por exemplo. Esta incentiva as pessoas a informarem-se primeiro antes de pagar as eventuais infrações, com ferramentas de submissão de casos para análise em caso de dúvida.
As aplicações da família DoNotPlay, que pretendem ajudar as pessoas a evitar pagamentos indevidos, mereceu uma ronda de financiamento, tendo amealhado 4,6 milhões de dólares na primeira chamada.
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De notar que durante o teste, a repórter da Wired confirmou a eficácia do sistema e até levou as coisas mais além, tentando fazer compras online através do mesmo sistema, mas foi rejeitado. Isto porque a plataforma DoNotPlay é alimentado por uma rede de bancos comunitários, com o sistema a ser suportado por um cartão de crédito empresarial dado à startup para atuar como uma espécie de agente que paga os serviços pelos consumidores. Claro que o jovem inventivo não poderia utilizar o cartão para o seu projeto, e preferiu não mencionar o nome dos bancos envolvidos com receio de ser bloqueado.
Um especialista financeiro, contactado para dar a sua opinião da legalidade do serviço expressou alguns receios, visto que a plataforma foi desenhada para enganar as empresas que oferecem amostras gratuitas. Mas o jovem empreendedor, vestindo o fato de “Robin dos Bosques” é quem acusa essas empresas de enganar os seus clientes por cobrarem sem avisar a passagem do trial para serviço pago. Ainda assim, o jovem admite que o futuro é incerto para o serviço, pela linha cinzenta onde assenta.
