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Dezembro 11, 2019Os primeiros tablets híbridos da Huawei foram anunciados em 2016 e a estratégia da empresa para os computadores portáteis foi reforçada com o lançamento do MateBook em 2017 e novas linhas de portáteis em 2018, completando uma experiência de mobilidade, e procurando uma interligação com o smartphone da marca.
A linha de produtos demorou a chegar a Portugal e só foi lançada em 2019, mas o conflito nos Estados Unidos, e a colocação da Huawei na lista negra de empresas com as quais as companhias norte americanas não podem fazer negócios obrigou a uma suspensão do desenvolvimento desta área, que agora volta a ter novo ânimo com a garantia de que a Microsoft pode continuar a fornecer o sistema operativo Windows à empresa chinesa.
Tiago Flores explica que o lançamento dos portáteis em Portugal “foi muito positivo” mas que a situação com os Estados Unidos impediu o desenvolvimento de novas propostas de valor. Com a situação resolvida, o responsável pela área de consumo na Huawei Portugal diz que “vamos reiniciar o negócio com a apresentação no início do ano de novas propostas com novos chassi e com os novos processadores Intel e AMD”. O objetivo é também completar a gama de MateBook com uma linha completa desde equipamentos de entrada até ao topo de gama, com a série D, a gama média e a continuação do X Pro.
O SAPO TEK já testou os MateBook X Pro e o MateBook X i5 que se batem bem contra as propostas dos principais fabricantes de computadores pessoais no mercado.
[photo-gallery id=”155260″ thumbnails=”155261,155262,155263,155264,155265,155266,155267,155268,155269,155270,155271,155272,155273,155274,155275,155280,155276,155277,155278,155279,155281″ layout=”linear”/]As novidades da linha de PC vão surgir já em janeiro, garante Tiago Flores, que adiantou ao SAPO TEK que o Mobile World Congress será também um momento importante para anúncio de novidades neste segmento.
“Estamos muito empenhados em trazer uma experiência alargada em produtos que gravitam à volta do smartphone, sejam os tablets, os wearables, os freebuds, os televisores e os PCs, e através do Huawei Share vamos ter uma forma muito integrada de usar esses equipamentos”, refere o executivo da Huawei. Como exemplo aponta a integração entre o EMUI 10 (com Android 10), no P30 pro e a ligação do smartphone com um PC Huawei , que é “muito completa, em transferência de ficheiros e edição dos mesmos”.
Mais wearables e auriculares na oferta da Huawei, com destaque para os FreeBuds
Enquanto o negócio de smartphones continua em apuros devido ao bloqueio da tecnologia norte americana, a Huawei tem apostado nos wearables, especialmente em smartwatches, onde possui uma linha completa de equipamentos em vários modelos e versões com os Watch GT.
Tiago Flores admite que a empresa está muito satisfeita com o crescimento que este segmento tem tido, e diz que não está surpreendido porque “os periféricos do ecossistema à volta do smartphone são cada vez mais procurados”. Destaca também a área de acessórios, com o audio e bluetooth audio, com os Freebuds 3 que a empresa acaba de lançar no mercado português e que explica que têm mais duração de bateria do que a concorrência e a capacidade de controlar o cancelamento de ruído conforme os ambientes.
“A procura tem sido muito elevada”, adianta, acrescentando que a expectativa é que esta tendência continue e seja ainda reforçada em 2020. “Para o próximo ano projetamos que as famílias não smartphone vão representar uma fatia significante do revenue e alargarão experiência do utilizador”, afirma Tiago Flores.
