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Fevereiro 21, 2024A iniciativa foi anunciada esta manhã na abertura do Building the Future 2024 por Manuel Dias, CTO da Microsoft Portugal, durante uma sessão onde apontou as oportunidades da Inteligência Artificial Generativa e incentivou as empresas a apostarem na tecnologia, sonhando mais alto e “tornando o impossível possível”.
O objetivo da nova “fábrica de inovação”, que deve ser inaugurada em novembro deste ano em Alvalade, pretende “promover a adoção de Inteligência Artificial por empresas públicas e privadas, nas diferentes indústrias e sectores, e contribuir para o crescimento sustentável de Portugal por meio de novos cenários de inovação digital, acelerado pela ligação a um ecossistema de startups e nativos digitais”.
A “fábrica” é promovida pela Microsoft Portugal, contando com a parceria da Accenture, Avanade e Unicorn Factory Lisboa. Ainda antes das novas instalações abrirem portas, o programa da AI Innovation Factory “vai desenrrolar-se nas instalações da Microsoft no Parque das Nações ou nas sedes de um dos parceiros”. Está previsto o desenvolvimento de uma plataforma para inspiração e ideação, com acesso a demonstrações e casos reais.
Aqui os especialistas de indústria e tecnologia serão facilitadores na identificação de oportunidades e casos de uso, seguindo as melhores práticas do mercado, apoiados em metodologias comprovadas de design thinking.
Estão ainda previstas ações de formação e treino, para que as empresas possam ganhar competências nesta área.
Manuel Dias mostrou na sua apresentação vários casos de utilização da Inteligência Artificial por empresas e organizações portuguesas, entre as quais os CTT, que usa a tecnologia em processos de recrutamento, e o IEFP que está a tirar partido da tradução automática para atender cidadãos estrangeiros em Odemira que procuram emprego através do instituto.
A Microsoft está a reforçar os seus investimentos em Inteligência Artificial na Europa e esta semana Brad Smith, presidente da Microsoft, adiantava que a empresa vai alargar a infraestrutura de IA e de cloud em Espanha, com um investimento de 2,1 mil milhões de euros nos próximos dois anos.
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A empresa já tinha anunciado também um investimento de 3,2 mil milhões de euros na Alemanha, também para um período de dois anos.
A Microsoft tem um site sobre a AI Innovation Factory, onde explica o projeto e objetivos, através do qual é possível às empresas registarem interesse para participarem.
Qual é a taxa de adoção da IA pelas organizações portuguesas?
A Microsoft divulgou também hoje um estudo desenvolvido em parceria com a IDC que apresenta um índice de adoção da IA pelas organizações portuguesas e fornece dados sobre de que forma esta tecnologia está a ser utilizada para gerar impacto económico nas organizações.
O relatório Da expectativa ao sucesso: Alcançar o sucesso empresarial com a IA na Europa – Portugal contou com a participação de mais de 2.000 líderes empresariais e decisores de todo o mundo, dos quais 500 fazem parte da região EMEA.
[related-post id=”377646″ post_type=”post” /]Segundo os dados, as organizações em Portugal estão em linha com o sentimento europeu sobre a implementação de IA, com 62% a utilizarem esta tecnologia e 25% a ponderar a sua utilização nos próximos 24 meses. Refere-se ainda que, neste momento os três principais casos de uso verificados em Portugal têm por base data analytics avançada, assistentes virtuais ou chatbots, como por exemplo o projeto desenvolvido pela Agência da Modernização Administrativa (AMA), e a otimização de processos.
Destaca-se ainda o reconhecimento da importância de uma estratégia de IA responsável por parte dos fornecedores de Inteligência Artificial, referida como importante ou muito importante por 77% das organizações.
Na análise da IDC foi ainda apurado que 40% das organizações em Portugal utilizam plataformas de cloud pública para experimentação, desenvolvimento e testes de IA, enquanto 26% das organizações em Portugal utilizam plataformas de cloud pública em todo o ciclo de implementação de IA, um número que está em linha com outros países na Europa Ocidental.
A necessidade das organizações em Portugal reforçarem as suas competências é ainda reforçado pela Microsoft. Manuel Dias já tinha sublinhado esta questão numa entrevista ao SAPO TEK realçando que são exigidos conhecimentos tecnológicos, de dados e de IA, mas também conhecimentos do domínio empresarial e competências de gestão da mudança.
Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação na sequência da apresentação. Última atualização 22/02/2024 às 15h55 com o link para o site.
