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Março 19, 2025Em janeiro, durante a CES 2025, a Nvidia revelou o projeto DIGITS, com a ambição de colocar supercomputadores pessoais na secretária dos investigadores e developers de soluções com IA. Agora, o projeto ganha mais vida, e um novo nome, com o DGX Spark.
Revelado durante a GTC 2025, a conferência da Nvidia focada em IA, o DGX Spark é descrito como o mais pequeno supercomputador de IA da gigante norte-americana. A ele junta-se o DGX Station, um novo supercomputador concebido para investigadores e developers de IA que promete trazer o mesmo nível de performance de um data center, mas num formato desktop.
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[photo-gallery id=”413271″ thumbnails=”413272,413273,413274,413275,413276,413277″ layout=”linear”/]“A IA transformou todas as camadas da infraestrutura de computação”, afirma Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia. “Faz sentido que surja uma nova categoria de computadores desenhados para developers de IA e preparados para executarem aplicações de IA nativas”, realça.
Segundo o responsável, os novos supercomputadores pessoais DGX abrem novas possibilidades no campo da IA, permitindo uma maior democratização da tecnologia, sem depender de infraestruturas centralizadas.
No “coração” do DGX Spark está o superchip GB10 Grace Blackwell, otimizado para o formato desktop. O chip inclui uma GPU Blackwell, com núcleos Tensor de quinta geração e suporte ao formato de precisão FP4, que lhe permite realizar até 1.000 biliões de operações por segundo para tarefas de IA, incluindo com os modelos Cosmos Reason e GR00T N1 da Nvidia.

Composição do DGX Spark créditos: Nvidia
O superchip também usa a tecnologia NVLink-C2C para otimizar a comunicação entre a CPU e GPU, criando um modelo de memória unificado com uma largura de banda 5 vezes superior à quinta geração do padrão PCIe, explica a Nvidia.
Através desta tecnologia, o superchip é capaz de aceder a dados entre a GPU e CPU para otimizar o desempenho de tarefas de IA que consomem elevadas quantidades de memória.

Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, apresenta o DGX StationNvidia (via YouTube)
Ainda no formato desktop, mas com dimensões maiores, o DGX Station é o primeiro sistema do seu tipo a contar com o superchip GB300 Grace Blackwell Ultra. O computador tem uma vasta capacidade de memória, com um total de 784 GB para acelerar o treino de modelos de IA.
No seu interior há espaço para uma GPU Blackwell Ultra, com núcleos tensor de última geração e suporte ao formato de precisão FP4, tudo conectado à CPU Nvidia Grace através da tecnologia NVLink-C2C.
O computador está também equipado com a placa de rede ConnectX-8 SuperNIC, otimizada para agilizar cargas de trabalho de IA em grande escala, com suporte a ligações de rede até 800Gb/s.
Nos Estados Unidos, os computadores DGX Spark, com um preço a partir de 3.000 dólares, já podem ser reservados através do site da Nvidia e, mais tarde, de parceiros como a Asus, Dell e HP.
Fora dos Estados Unidos, as reservas também estão abertas em alguns países europeus, numa lista onde se incluem Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Espanha.
Embora ainda não tenha avançado com preços para o DGX Station, a Nvidia detalha que o computador estará disponível ainda este ano, com modelos desenvolvidos por parceiros como Asus, BOXX, Dell, HP, Lambda e Supermicro.
