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Abril 26, 2022A missão organizada pela Axiom Space com a Space-X e a NASA é a primeira totalmente privada, em que os quatro membros da missão pagaram bilhetes de 55 milhões de euros para desfrutarem da experiência de 8 dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês). A AX-1 tinha partido a 8 de abril e só ontem regressou à Terra, quase duplicando o número de dias previstos para a missão, com um total de 17 dias.
A empresa partilhou os números de 15 dias a bordo da Estação Espacial, mais dois de viagem: os astroturistas fizeram mais de 10 milhões de quilómetros em órbita, o que corresponde a cerca de 240 voltas à Terra.
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O investidor e filantropo canadiano Mark Pathy, o empresário norte-americano Larry Connor e o ex-piloto da Força Aérea de Israel Eytan Stibbe, acompanhados do comandante da missão e ex-astronauta da NASA Michael López-Alegría, são os protagonistas desta missão especial por poder inaugurar uma nova era de turismo espacial deste partiram do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no passado dia 8 de abril, para uma estadia planeada de oito dias na ISS.
A missão foi sendo sucessivamente prolongada devido às condições atmosféricas adversas e no domingo a equipa teve finalmente luz verde para partir, iniciando uma viagem de regresso à Terra que correu dentro do que estava previsto, completando mais um ciclo bem sucedido de transporte de astronautas com a cápsula da SpaceX que já realizou várias missões também para a NASA.
A recalendarização das missões devido a condições atmosféricas adversas é habitual porque é necessário os cálculos correctos para que a entrada em órbita e a chegada à Estação Espacial Internacional, ou ao local de “amarragem” da nave, sejam feitos com precisão. Aliás, a missão AX-1 também teve a partida adiada por várias vezes antes de começar a viagem.
Os quatro astroturistas inauguram uma nova era de missões totalmente privadas à Estação Espacial Internacional e depois de meses de treino intenso para sua viagem ao espaço, tinham também experiências científicas para fazer a bordo, além de atividades comerciais e de divulgação.
A Axiom já está a negociar com a NASA a próxima missão, a AX-2 e Michael Suffredini, presidente e CEO da empresa afirmou que este é só o princípio. “A missão Ax-1 é pioneira, mostrando o valor deste novo método de acesso à órbita e progresso em direção à Estação Axiom, uma plataforma de próxima geração na qual os benefícios e produtos da vida, trabalho e pesquisa no espaço estarão disponíveis para um maior número de pessoas”. A Axiom Space foi fundada em 2016 com o propósito de criar a primeira estação espacial comercial, cujo primeiro módulo deverá ser lançado em 2024.
Turismo espacial associado à ciência
Segundo a informação partilhada, estavam previstas cerca de 25 experiências nas áreas da saúde e vida, mas também demonstrações de tecnologia e observações da Terra que podem contribuir para o alargamento da I&D de ciência em microgravidade.
As missões com a SpaceX já estão a tornar-se uma rotina depois das primeiras experiências em que a empresa de Elon Musk colaborou com a NASA. Depois da primeira missão da Crew Dragon em 2020 tudo passou a parecer mais fácil, e a nave já se tornou o “autocarro espacial” para os astronautas da NASA.
[related-post id=”264650″ post_type=”post” /]A Ax-1 é diferente por ser a primeira missão totalmente privada, paga com financiamento privado e sem passageiros das agências espaciais envolvidas no desenvolvimento da ISS. A NASA nota que este é um primeiro passo de uma estratégia que quer desenvolver no futuro para rentabilizar a utilização do espaço em órbita baixa.
Ao contrário dos turistas espaciais das empresas dos multimilionários Jeff Bezos e Richard Branson, com a Blue Origin e a Virgin Galactic, cujos passageiros passam apenas alguns minutos em órbita, os tripulantes da Ax-1 vão estar oito dias na Estação Espacial, o que soma uma viagem total de 10 dias. A SpaceX fica em segundo lugar nesta corrida porque já fez uma viagem mais longa ao espaço para um passeio de três dias no Inspiration4.
No ano passado o milionário japonês Yusaku Maezawa também foi turista numa viagem à Estação Espacial, onde passou 12 dias num passeio que resultou de uma parceria entre a Roscosmos e a Space Adventures, empresa norte-americana que vende exclusivamente voos nas naves Soyuz com destino à “casa” dos astronautas.
