Campanhas de angariação de fundos no Instagram já podem ser promovidas por grupos
Junho 17, 2021Regras para viagens de avião atualizadas na Europa. Certificado verde na primeira linha
Junho 17, 2021A nave Shenzhou-12 acoplou no módulo residencial da estação espacial Tianhe cerca de seis horas após ter descolado, ao início do dia de hoje na China. A tripulação chinesa, composta pelos três astronautas Nie Haisheng, Liu Boming e Tang Hongbo, vai realizar experiências científicas, trabalhos de manutenção, caminhadas espaciais e preparar a instalação de dois módulos adicionais.
[twitter url=”https://twitter.com/CGTNOfficial/status/1405444685380743169″/]
Embora a China admita que chegou tarde à corrida das estações espaciais, o país assegura que as suas instalações são de ponta e podem durar mais que a Estação Espacial Internacional, que está a chegar ao fim do seu período útil. O lançamento de hoje também relança o programa espacial tripulado da China após um hiato de cinco anos.
Clique nas imagens para recordar o lançamento da nave Shenzhou-12
[photo-gallery id=”251896″ thumbnails=”251897,251898,251899,251900,251901″ layout=”linear”/]Com a tripulação de hoje, a China aumenta para 14 o número de astronautas que lançou para o espaço, desde que alcançou o feito pela primeira vez, em 2003, tornando-se o terceiro país a fazê-lo, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos.
À medida que a economia chinesa começou a ganhar força, no início dos anos 1990, a China formulou um plano para a exploração espacial, que executou numa cadência constante e cautelosa. Embora o país tenha sido impedido de participar na Estação Espacial Internacional, principalmente devido às objeções dos EUA, que apontam a natureza opaca do programa chinês e as suas estreitas ligações às Forças Armadas, a China avançou com a construção da sua própria estação, visando alcançar o estatuto de potência espacial.
Na quarta-feira, o diretor-assistente da Agência Espacial Tripulada da China, Ji Qiming, disse aos jornalistas, no centro de lançamento de Jiuquan, que a construção e operação da estação espacial elevarão as tecnologias da China e “acumularão experiências úteis para todas as pessoas”.
[related-post id=”251894″ post_type=”post” /]
Recorde-se que, no dia 29 de abril, a China colocou em órbita da Terra a primeira peça do “puzzle” daquela que será a sua estação espacial, a qual já pode explorar através da “magia” da Internet. O módulo situa-se a uma distância de 370 quilómetros do planeta e estima-se que estará operacional em 2022. Mas para isso, serão necessárias mais uma dezena de viagens com os restantes módulos para terminar o trabalho.
Inicialmente, apenas três astronautas poderão habitar a estação, mas não está de lado a continuação do seu crescimento, para aumentar a capacidade dos cientistas que vão fazer investigações científicas. A Estação Espacial chinesa vai orbitar a cerca de 230 milhas acima da Terra (370km), um pouco abaixo da Estação Espacial Internacional, que é quatro vezes maior. Desde o ano passado e até final deste ano, estão previstas 11 missões para construir a plataforma.
O programa espacial é parte de um esforço geral para colocar a China no caminho para missões ainda mais ambiciosas e fornecer oportunidades de cooperação com a Rússia e outros países, principalmente europeus, juntamente com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral. O programa espacial da China tem sido grande fonte de orgulho nacional, ilustrando a ascensão desde a pobreza até se tornar segunda maior economia do mundo, nas últimas quatro décadas.
