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Setembro 3, 2022Nota de redação: O lançamento da missão Artemis I voltou a ser adiado devido a problemas com uma fuga de combustível no foguetão SLS.
Depois de uma tentativa falhada devido a problemas técnicos, a NASA marcou o lançamento da missão Artemis I para hoje, dia 3 de setembro.
Se tudo correr como planeado, a janela de oportunidade de lançamento do foguetão abre às 19h17 de Lisboa, 14h17 na Flórida, no Cabo Canaveral, onde se encontra o foguetão SLS (Space Launch System), na plataforma 39B, com a cápsula Orion a bordo.
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O momento pode ser acompanhado através de uma transmissão ao vivo, que terá início às 17h15 (hora de Lisboa), no canal de YouTube da NASA, também disponível através do website e aplicação da agência espacial.
Citando dados dos meteorologistas da base Delta 45 da Força Espacial dos Estados Unidos, a NASA indica que há uma hipótese de 60% de condições meteorológicas favoráveis, que poderão vir a melhorar ao longo do dia.
A equipa de gestão da missão Artemis I esteve reunida a 1 de setembro para avaliar o estado de operações, dando “luz verde” ao lançamento. Os engenheiros da agência trabalharam afincadamente para resolver os problemas que ditaram o adiamento do lançamento, atualizando os procedimentos necessários para assegurar que tudo corre nos conformes.
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[photo-gallery id=”314360″ thumbnails=”314361,314362,314363,314364,314365,314366,314367,314368,314369,314370,314371″ layout=”linear”/]Recorde-se que, na primeira tentativa, a 29 de agosto, os engenheiros começaram por detetar uma fuga de hidrogénio, que levou à paragem da contagem decrescente. Com a questão resolvida, outro problema foi encontrado, desta vez no terceiro dos motores do SLS.
Uma fuga de combustível impedia que o motor atingisse a temperatura correta para dar início ao processo de ignição. Além disso, foi também detetada uma fissura no material de proteção térmica de um dos componentes do estágio principal do foguetão.
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Depois de um compasso de espera,Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento, avançou que não seria possível continuar. “Não lançamos [a Artemis I] enquanto não estiver tudo certo”, afirmou Bill Nelson, administrador da NASA, depois da confirmação de que não existiam condições para o lançamento.
A NASA garantiu que o foguetão SLS e a nave Orion não corriam riscos e que estavam numa configuração estável, aguardando as próximas janelas de lançamento, que, na altura, estavam definidas para 2 e 5 de setembro.
O primeiro passo em vista ao regresso à Lua
A Artemis I é uma missão não tripulada e pretende testar os sistemas tecnológicos do programa. Em vez de astronautas, a cápsula Orion vai transportar três manequins de teste. O que está na posição de comandante foi batizado como Moonikin “Campos” e conta com sensores para medir os efeitos da aceleração e vibração.

Detalhes da missão Artemis Icréditos: NASA
Os outros dois manequins, duas “mulheres”, são feitos de materiais que imitam os ossos ou órgãos humanos. Um destes dois manequins vai vestido com um fato antirradiação e haverá instrumentos para medir as taxas de radiação recebidas a bordo.
O kit oficial de voo tem ainda uma série de elementos, e dois passageiros especiais, escolhidos para acompanhar a missão, os peluches da Ovelha Choné, que é uma mascote da ESA, e do Snoopy de Charles M. Schulz, que vai servir de sinal de orientação para teste de microgravidade.
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[photo-gallery id=”313457″ thumbnails=”313454,313458,289047,313471,313460,313459,313461,273749,310080,310075,313462,313463,313464,313465,313466,313467,313468,313469,313470″ layout=”linear”/]Há ainda uma réplica 3D da deusa grega Artemis, sementes e uma pedra do Mar Morto, entre mais de 180 elementos fornecidos por várias agências espaciais e escolhidos em concursos que envolveram alunos e outras organizações.
Vão ser ainda transportados dez pequenos satélites científicos, que serão lançados no Espaço para estudar os efeitos da radiação, um asteroide ou a superfície gelada da Lua.
A missão de órbita lunar tem uma duração de seis semanas, onde serão recolhidos dados fulcrais. Durante este período a Cápsula Orion vai orbitar a Lua a cerca de 100 quilómetros acima da superfície e depois usará a força gravitacional do satélite natural para fazer uma nova órbita, mais profunda, a cerca de 70 mil quilómetros.
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Depois da missão Artemis I, a NASA espera em 2024 levar astronautas para a órbita da Lua, na missão Artemis II, em 2024, e para a sua superfície, na Artemis III, no final de 2025, com a primeira mulher e a primeira pessoa de cor a pisarem o satélite natural da Terra.
A partida para as futuras missões lunares será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway. Com o programa Artemis, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua a partir de 2028, com o intuito de enviar futuramente astronautas para Marte.
