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Maio 23, 2025A análise foi feita por investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, que rastrearam a forma como a atmosfera de Titã se inclina e muda ao longo do tempo. Foram usados dados de 13 anos de observações de infravermelhos térmicos da missão Cassini e os resultados desta investigação foram publicados no The Planetary Science Journal.
Segundo a informação partilhada, a atmosfera densa e nebulosa de Titã não gira em linha com a sua superfície, mas oscila como um giroscópio, mudando com as estações do ano. A maior lua de Saturno é a única lua do sistema solar com uma atmosfera significativa e a NASA está a preparar uma missão para estudar Tita com um drone semelhante a um helicóptero, o Dragonfly, que chegará ao destino em 2030.
Veja as imagens da missão Dragonfly
[photo-gallery id=”384198″ thumbnails=”384207,384208,384205,384204,384199,384206,384200,384202″ layout=”linear”/]”O comportamento da inclinação atmosférica de Titã é muito estranho”, afirma Lucy Wright, autora principal e investigadora de pós-doutoramento na Escola de Ciências da Terra de Bristol, citada comunicado. A atmosfera de Titã parece agir como um giroscópio, estabilizando-se no espaço.
“Acreditamos que algum acontecimento no passado possa ter desviado a atmosfera do seu eixo de rotação, provocando a sua oscilação. Ainda mais intrigante, descobrimos que a magnitude desta inclinação muda com as estações de Titã”, apontou Lucy Wright.
A equipa estudou a simetria do campo de temperatura atmosférica de Titã e descobriu que não está centrado exatamente no polo, como era esperado. Em vez disso, muda ao longo do tempo, em sintonia com o longo ciclo sazonal de Titã. De notar que, cada ano em Titã equivale a quase 30 anos na Terra.
O professor Nick Teanby, coautor e cientista planetário de Bristol, destacou ainda que “o intrigante é a forma como a direção da inclinação permanece fixa no espaço, em vez de ser influenciada pelo Sol ou Saturno“. “Isso dar-nos-ia pistas sobre a causa. No entanto, temos um novo mistério em mãos”, refere.
A descoberta agora publicada terá impacto na próxima missão Dragonfly da NASA que tem chegada prevista a Titã em 2030. À medida que a Dragonfly descer pela atmosfera, será impulsionada pelos ventos rápidos de Titã — ventos cerca de 20 vezes mais rápidos do que a rotação da superfície.
Compreender como a atmosfera oscila com as estações do ano é crucial para calcular a trajetória de aterragem da Dragonfly. Os investigadores indicam que a inclinação afeta a forma como a carga será transportada pelo ar, pelo que esta pesquisa pode ajudar os engenheiros a prever melhor onde irá aterrar.

créditos: NASA/JPL
(com Lusa)
