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Fevereiro 19, 2025Chama-se Lunar Trailblazer e tem como missão mapear a existência de água na Lua. O satélite da NASA já chegou às instalações da agência espacial na Flórida, onde será integrado num foguetão Falcon 9 da SpaceX.
Em comunicado, a NASA explica que o Lunar Trailblazer, que terá uma missão de dois anos, ajudará os cientistas a compreender onde é que está a água na Lua e em que estado se encontra. Os dados recolhidos serão também relevantes para futuras missões tripuladas ao satélite natural da Terra.
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[photo-gallery id=”409638″ thumbnails=”409639,409640,409641,409642,409643,409644,409645″ layout=”linear”/]Com um peso de 200 quilogramas e um comprimento de 3,5 metros quando os seus painéis solares estão abertos, o satélite tem, aproximadamente, a dimensão de uma máquina de lavar loiça e está equipado com um motor relativamente pequeno, detalha a NASA.
Para cumprir os seus objetivos científicos, o Lunar Trailblazer conta com dois instrumentos importantes: um espectometro de infravermelhos, chamado High-resolution Volatiles and Minerals Moon Mapper (HVM3); e um sensor que capta imagens em vários comprimentos de onda do espectro infravermelho, chamado Lunar Thermal Mapper (LTM).
Ainda antes de usar os instrumentos para recolher dados, o satélite vai passar vários meses a fazer uma série de passagens em torno da Lua. A NASA realça que este conjunto de manobras “altamente coreografadas” permitirá colocar o satélite na posição ideal para mapear a superfície da Lua com um grande nível de detalhe.

créditos: NASA/JPL-Caltech
A equipa da missão planeou uma trajetória que usa a gravidade do Sol, da Terra e da Lua para guiar o Lunar Trailblazer. À medida que navega pela Lua múltiplas vezes, o satélite vai recorrer a pequenos impulsos do motor para alterar gradualmente a sua órbita.
Ao passar de uma órbita elíptica para circular, o Lunar Trailblazer vai aproximar-se ainda mais da Lua, ficando a uma distância de 100 quilómetros da sua superfície. A partir deste ponto, o satélite vai deslizar várias vezes sobre a superfície lunar, realizando 12 órbitas por dia.
A NASA avança que o Lunar Trailblazer ficará também numa posição privilegiada para observar as crateras sombrias no polo sul da Lua. Os dados recolhidos serão transmitidos para a Deep Space Network da NASA e, depois, para o centro de operações da missão no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
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A par do Lunar Trailblazer, também o novo telescópio SPHEREx (Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer) se está a preparar para seguir rumo a uma missão ambiciosa já no dia 27 de fevereiro.
Pela primeira vez na história da Humanidade, o SPHEREx vai mapear toda a esfera celeste em 102 cores infravermelhas e procurar pelos ingredientes da vida no nosso Universo ao longo de uma viagem espacial de dois anos.
