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Novembro 21, 2022A missão Artemis I da NASA vai escrever mais um capítulo da sua história com a esperada aproximação da Lua. O foguetão SLS partiu da Terra no passado dia 16 de novembro em direção à Lua, naquela que é uma missão não tripulada com o objetivo de testar os sistemas antes do derradeiro envio de astronautas ao satélite natural. Esperava-se uma viagem de alguns dias da cápsula Orion e hoje é o grande dia da maior aproximação à Lua.
Segundo a NASA, a Orion vai fazer uma aproximação de cerca de 80 milhas (128,7 quilómetros) da superfície lunar. A sua chegada está prevista para as 12h57 (hora de Lisboa) e pode ser seguido através do streaming da conta oficial da NASA no Twitter. Durante a aproximação, a cápsula vai disparar o seu motor principal, de forma a colocá-la no caminho correto para penetrar na órbita lunar previsto para daqui a quatro dias.
[twitter url=”https://twitter.com/NASA/status/1594635832891088896″/]
O motor disparou numa altura em que a Orion passava por trás da Lua, o que impediu a NASA de registar em direto a manobra. Sinal retomado às 13h00 como previsto. Esta órbita foi crucial para avaliar a performance no espaço profundo. A manobra da Orion cumpre o mesmo trajeto que a primeira a fazê-lo, a Apollo 8 em 1968, que deu 10 órbitas à Lua antes de regressar à Terra. Quando a agência espacial norte-americana retomou o sinal, a cápsula chegou ao máximo de aproximação de 76 milhas da Lua (122 quilómetros), ou seja, a cerca de 230 mil milhas da Terra (370 mil quilómetros).
No interior da cápsula seguiu um manequim equipado com o fato espacial, com o objetivo de avaliar as condições que os astronautas vão encontrar durante a viagem.
Veja na galeria imagens da viagem da Orion:
[photo-gallery id=”323864″ thumbnails=”323848,323870,323871,323872,323873,323874,323875″ layout=”linear”/]No dia 25 de novembro vai realizar-se outra manobra crucial, mais um disparo do motor para colocar a Orion num caminho estabilizado a cerca de 64 mil quilómetros da superfície lunar, a qual permanecerá até ao dia 1 de dezembro. Neste dia, outro motor será disparado, mas com a função de trazer a cápsula de regresso à Terra, explica a Space.com. A chegada está agendada para o dia 11 de dezembro, mergulhando no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, um local muito próximo ao da aterragem histórica do Apollo 11 de Neil Armstrong.
O sucesso desta missão não tripulada vai abrir portas ao regresso do Homem à Lua, mais de 50 após a primeira chegada. A grande diferença é que o objetivo da missão Artemis é a estadia prolongada dos astronautas no satélite. Até ao final da década, a NASA planeia ter uma base de investigação na Lua.
Recorde na galeria a partida da missão Artemis I:
[photo-gallery id=”323277″ thumbnails=”323278,323279,323280,323281,323282,323274,323283,323284,323285,323286,323287″ layout=”linear”/]O envio dos astronautas à Lua, na missão Artemis II, está marcado para 2024. Apesar de ser uma missão tripulada, esta não vai pousar na Lua, mas sim um voo em redor do satélite, regressando à Terra. Só depois, na missão Artemis III, que tudo indica ser em 2025, a tripulação irá pousar na superfície lunar, onde se inclui a primeira mulher na equipa, fazendo mais uma vez História. Nessa missão, a tripulação vai permanecer cerca de uma semana, perto do polo sul da Lua. O acampamento será o alicerce para a base permanente que a NASA quer construir na Lua.
De recordar que a Axiom Space e Collins Aerospace são as mais recentes parceiras da NASA para o fornecimento de tecnologia e serviços na área dos passeios espaciais. Mais especificamente, as duas empresas vão ficar responsáveis por desenvolver trajes espaciais de próxima geração “que permitirão aos humanos explorar o cosmos como nunca antes”, refere a agência na nota de divulgação dos contratos.
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O design dos trajes ainda não foi especificado, mas a ideia é que sejam leves, flexíveis e em diferentes tamanhos, isto porque até agora eram pensados para astronautas homens, o que limitava a caminhada espacial das profissionais mulheres devido às maiores dimensões. Até aqui, a NASA utiliza o mesmo modelo de fato espacial desde 1983, o EMU. O novo projeto foi avaliado em 3,5 mil milhões de dólares, num contrato válido até 2034. A primeira fase a cumprir inclui o desenvolvimento e serviços para a primeira demonstração fora da ISS, na órbita baixa da Terra e na alunagem da missão Artemis III.
Nota de redação: Artigo atualizado com a aproximação da cápsula à Lua na hora prevista e adição de galeria de imagens da viagem da Orion. Última atualização: 13h13.
