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Março 20, 2019A Comissão Europeia aprovou ontem vários programas de cofinanciamento de projetos industriais na área da defesa, num valor até 500 milhões de euros. Adicionalmente, foram disponibilizados 25 milhões de euros para o apoio de projetos colaborativos de investigação no mesmo domínio.
Este foi o primeiro programa de trabalho acordado com os Estados-Membros no âmbito do Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no Domínio da Defesa (EDIDP). Os convites à apresentação de propostas serão publicados nos próximos dias, abrangendo áreas prioritárias em todos os domínios – aéreo, terrestre, marítimo, espacial e ciberespacial.
Dos 500 milhões disponibilizados pela União Europeia, 80 milhões estarão destinados ao desenvolvimento das capacidades de deteção de ameaças QBRN (químicas, biológicas, radiológicas e nucleares) e dos sistemas anti-drones.
No âmbito dos serviços de informações, segurança das comunicações e cibernética serão disponibilizados 182 milhões de euros. Este montante destina-se às áreas de conhecimento situacional e defesa do ciberespaço, conhecimento situacional e capacidades de alerta precoce no domínio do espaço e capacidades de vigilância marítima.
A capacidade para realizar operações de ponta é também uma das prioridades de Bruxelas. Sendo assim, 71 milhões de euros destinam-se a apoiar a modernização ou o desenvolvimento da próxima geração do ataque terrestre de precisão, de capacidades de combate terrestre, de ataque aéreo e os futuros sistemas navais.
No sentido de apoiar a criação de tecnologias de defesa inovadoras, foram concedidos 27 milhões de euros para o desenvolvimento de soluções nos domínios da inteligência artificial, da realidade virtual e das tecnologias cibernéticas .
Foram ainda propostos dois projetos para ajuda direta. Para o desenvolvimento do Eurodrone, considerado uma capacidade crucial para a autonomia estratégica da Europa, serão concedidos 100 milhões de euros. Adicionalmente, 37 milhões de euros serão encaminhados para a iniciativa ESSOR, que visa apoiar comunicações militares interoperáveis e seguras.
O programa de trabalho de 2019 dedicará ainda 25 milhões de euros à investigação sobre a dominância do espetro eletromagnético e as futuras tecnologias de defesa disruptivas — dois domínios considerados essenciais para manter a liderança e a independência tecnológica da Europa a longo prazo.
Jyrki Katainen, Vice-Presidente responsável pelo Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, considera que “a cooperação no domínio da defesa é a única forma de proteger e defender os europeus num mundo cada vez mais instável”, acrescentando que com o reforço ao apoio financeiro “iremos dispor em 2021 de um verdadeiro Fundo Europeu de Defesa”.
